Bovespa
O fim de mês e de trimestre foi o empurrãozinho que faltava à Bovespa para finalmente desencantar e recuperar os 68 mil pontos. Depois de passar boa parte dos primeiros três meses do ano descolada de Nova York - que teve ganhos bem mais substanciais no período -, a Bovespa tirou um pouco do atraso na sessão com alta disseminada nos papéis. Ontem, mais uma vez, bancos estiveram entre os destaques positivos.

Elevação
O Ibovespa terminou a quinta-feira em alta de 0,87%, aos 68.586,70 pontos, maior nível desde 26 de janeiro (68.709 pontos). Na mínima, registrou redondos 68 mil pontos (+0,01%) e, na máxima, 68.606 pontos (+0,90%). Com o desempenho da sessão, a Bolsa conseguiu encerrar março com elevação de 1,79%, engatando o segundo mês consecutivo de alta. No primeiro trimestre, entretanto, acumulou perda, de 1,04%. O giro financeiro totalizou R$ 6,706 bilhões.

Investidores
Na sessão de ontem, o movimento para encerrar o mês e o trimestre com uma cara um pouco melhor atraiu investidores estrangeiros, vistos com mais ânimo nas compras. Para o próximo trimestre, o dinheiro continua sendo a solução para a Bovespa engatar uma trajetória mais firme de alta e, quem sabe, recuperar os 70 mil pontos. Por enquanto, o saldo estrangeiro na Bolsa está negativo em R$ 2,845 bilhões no ano até o último dia 29.

Bancos
O setor bancário, de novo, esteve entre os destaques positivos. Bradesco PN, +2,77%, Itaú Unibanco PN, +3,43%, BB ON, de +2,50%, e Santander unit, de +0,51%.

Para cima
As blue chips também não decepcionaram ontem e subiram. Petrobras ON avançou 0,62% e a PN, 0,49%. Na Nymex, o contrato do petróleo para maio subiu 2,35% e fechou a US$ 106,72. Vale ON ganhou 0,85% e PNA, 0,68%.

Desempenho
As bolsas norte-americanas tiveram um desempenho bem mais fraco do que a brasileira ontem, depois de terem tido um rali na semana. Faltou fluxo e sobrou cautela à espera do payroll, hoje. O Dow Jones caiu 0,25%, aos 12.319,73 pontos, o S&P recuou 0,18%, aos 1.325,83 pontos, e o Nasdaq subiu 0,15%, aos 2.781,07 pontos. No mês, os índices acumularam, respectivamente, +0,76%, -0,10% e -0,04%. No ano, subiram 6,41%, 5,42% e 4,83%.

Câmbio
Após a autoridade monetária fazer três leilões de compra à vista e duas ofertas de swap reverso, sendo que na primeira delas as propostas foram recusadas, o dólar à vista fechou com leve alta no balcão, de 0,06%, cotado a R$ 1,630, depois de apurar baixa de 1,99% nas duas sessões anteriores. A máxima intraday no balcão foi de R$ 1,6310 (+0,12%) e a mínima, registrada após a abertura, foi de R$ 1,6220 (-0,43%). Na BM&F, o dólar pronto terminou na máxima do dia, de R$ 1,6310, com ligeira queda de 0,02%.

Contratos
No mercado futuro, de outro lado, a continuidade das rolagens de contratos de dólar manteve os negócios aquecidos. Às 16h33, o dólar para abril de 2011, que será liquidado hoje com base na taxa Ptax de ontem, estava na máxima do dia, em R$ 1,6280, com ligeira queda de 0,06% e um giro financeiro de US$ 2,515 bilhões. No mesmo horário, o dólar para 1º de maio de 2011 estava estável, em R$ 1,640, com um volume negociado de US$ 18,264 bilhões. Às 16h47, o euro estava em US$ 1,4198, de US$ 1,4127 no fim da tarde de quarta-feira.

Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2012 (456.995 contratos) marcava 12,11%, de 12,12% no ajuste de quarta-feira. O DI janeiro de 2013 (231.320 contratos) chegou a furar o suporte gráfico de 12,70% e estava em 12,68%, de 12,72% no ajuste de quarta-feira. A taxa de juro do contrato janeiro de 2017 (48.505 contratos) era alçada para 12,82%, de 12,78% no ajuste. Por fim, o DI janeiro de 2021 marcava 12,71%, de 12,68% quarta-feira, com giro de 11.600 contratos.

(Agência Estado)

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