Marcante


A Bovespa teve mais um pregão maçante e de volume pífio, mas exibiu alguma volatilidade. Depois de abrir em baixa, conseguiu se recuperar até flertar novamente com os 68 mil pontos. Como não havia muito a repercutir, o índice perdeu força e engatou uma realização de lucros, renovando as mínimas na parte da tarde.

Em baixa

O Ibovespa terminou a sessão em baixa de 0,85%, aos 67.192,82 pontos, na mínima pontuação do dia. Na máxima, atingiu os 68.070 pontos (+0,45%). Com o resultado de ontem, o índice voltou a acumular perda no mês, de 0,28%. No ano, cai 3,05%. O giro financeiro totalizou R$ 4,655 bilhões.

Sem motivação

Sem notícias que o motivem a avançar, o Ibovespa não consegue sair do intervalo entre 66 mil e 68 mil pontos. E é isso que tem encruado o volume, já que, além de falta de incentivos, sobram razões para o investidor ficar de fora, como o temor da cobrança do IOF sobre renda variável e as incertezas sobre o comando da Vale. As ações da mineradora terminaram em baixa e ajudaram a manter o Ibovespa no vermelho. Vale ON caiu 0,66% e PNA, 0,87%. Petrobras também recuou, 1,52% na ON e 1,01% na PN. Na Nymex, o contrato do petróleo para maio recuou 1,34%, para US$ 103,98.

Na contramão

A Bovespa vinha trabalhando na contramão das bolsas norte-americanas, mas estas viraram no finalzinho e incentivaram as vendas na Bovespa. Dow Jones caiu 0,19%, aos 12.197,88 pontos, o S&P perdeu 0,27%, aos 1.310,19 pontos e o Nasdaq recuou 0,45%, aos 2.730,68 pontos. Saíram alguns dados por lá, entre eles os gastos com consumo pessoal e vendas pendentes de imóveis, e foram considerados positivos.

Câmbio

Na primeira parte dos negócios, o BC fez um leilão de compra à vista (a taxa de corte foi de R$ 1,660); ofertou e vendeu integralmente 16.500 contratos de swap reverso para 1º de junho, num total de US$ 821 milhões; e fez uma operação de compra a termo para o dia 4 de abril (a taxa de corte foi de R$ 1,6615). À tarde, a autoridade realizou o segundo leilão à vista e adquiriu a moeda a R$ 1,6619.

Seguido

No fechamento, o dólar à vista exibiu leve alta, de 0,18%, pela segunda sessão seguida, cotado a R$ 1,6620 no balcão. Na BM&F, o dólar pronto subiu 0,17%, a R$ 1,6609. Até às 16h37, o giro financeiro em D+2 somava cerca de US$ 1,7 bilhão. No mercado futuro, nesse mesmo horário, o dólar para abril de 2011 indicava ligeira baixa de 0,06%, a R$ 1,6625, com um volume financeiro de US$ 9,297 bilhões. Às 16h41, o euro subia para US$ 1,4098, de US$ 1,4088 no fim da tarde de ontem, enquanto o dólar avançava a 81,70 ienes, de 81,32 ienes na sexta-feira.


Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI julho de 2011 marcava 11,95%, de 11,97% no ajuste de sexta-feira, com 79.890 contratos. O vencimento janeiro de 2012 (372.940 contratos) recuava a 12,20%, de 12,24% no ajuste. O DI janeiro de 2013 ia de 12,76% no ajuste, para 12,73%, com 87.405 contratos. Na ponta longa, o DI janeiro de 2017 (11.175 contratos) apontava 12,66%, de 12,63% no ajuste. O DI janeiro de 2021 marcava 12,56%, de 12,54% no ajuste, com 2.715 contratos.

Em alta

A maioria dos mercados europeus fechou em leve alta, com as ações das empresas fabricantes de equipamentos de telecomunicações Alcatel-Lucent e Nokia em destaque, impulsionadas pela recomendação de compra do Goldman Sachs. As ações de empresas de energia alternativa também subiram.

Índices

O índice FT-100, da Bolsa de Londres, fechou em alta de 3,73% (0,06%) aos 5.904,49 pontos; o índice CAC-40, de Paris, somou 4,57 pontos (0,12%) e fechou a 3.976,95 pontos; o índice Xetra-DAX, de Frankfurt, fechou em queda de 7,73 pontos (0,11%) aos 6.938,63 pontos. O índice PSI-20, de Lisboa, terminou a sessão em queda de 4,51 pontos (0,16%), em 2.808,51 pontos; e o índice IBEX, de Madri, fechou em alta de 40,60 pontos (0,38%), em 10.751,00 pontos.

Disparadas

As ações da Alcatel-Lucent dispararam quase 8% na Bolsa de Paris, liderando a alta do mercado. As ações da Nokia subiram 3,6%. Os papéis de empresas de energia alternativa também encontraram importante sustentação após o Partido Verde ampliar espaço nas eleições regionais de domingo na Alemanha. As ações da Nordex fecharam com ganho de 12% e as da Solarworld subiram 8% na Bolsa de Frankfurt.

Agência Estado

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