Flerte
Depois de dias descolada, a Bolsa doméstica voltou a acompanhar Wall Street, que teve mais uma sessão positiva. A Bovespa, assim, retomou o flerte com os 68 mil pontos, mas, num pregão novamente de volume mais tímido, não conseguiu se sustentar nesse nível até o final. O Ibovespa, no entanto, garantiu ganhos, puxados por Petrobras e papéis do setor de telefonia.


Em alta
O Ibovespa terminou em alta de 0,34%, aos 67.765,94 pontos. Na mínima, registrou 67.497 pontos (-0,05%) e, na máxima, os 68.256 pontos (+1,07%). Na semana, acumulou alta de 1,32% e, no mês, de 0,57%. No ano, a Bolsa ainda cai, 2,22%. O giro financeiro totalizou R$ 5,735 bilhões.


Engate
A Bovespa teve um início fraco, mas acabou engatando uma trajetória de alta firme antes da hora do almoço, acompanhando ontem de perto o desempenho das bolsas internacionais. O investidor tem mostrado nervos de aço aos focos que recentemente tiraram seu sono, como o Japão, Líbia e Portugal e mirado notícias corporativas para montar suas carteiras.


Divergentes
O Dow Jones fechou ontem em alta de 0,41%, aos 12.220,59 pontos, o S&P avançou 0,32%, aos 1.313,80 pontos, e o Nasdaq, 0,24%, aos 2.743,06 pontos. Os indicadores divulgados ontem foram novamente divergentes. O PIB do quarto trimestre do ano passado saiu de 2,8% da leitura anterior para 3%, acima da previsão de 3,1% dos economistas, mas o índice de sentimento do consumidor Reuters/Universidade de Michigan caiu, para 67,5 em março de 77,5 em fevereiro, abaixo da previsão de 68,0. Os investidores, no entanto, miraram os resultados de Oracle e Accenture para tomar risco, num movimento que ocorreu também na Europa.


Impulso
No Brasil, os números corporativos também ajudaram a impulsionar o desempenho da Bovespa ao longo da sessão - saíram resultados de empresas como LLX, BradesPar, Brasil Foods e Embraer -, bem como as perspectivas favoráveis ao setor de telefonia, após a notícia de que a gigante norte-americana AT&T concordou em comprar a T-Mobile USA. O destaque foi Brasil Telecom, que liderou as altas ao avançar 8,02% na ação ON, seguida por Oi (TNLP) ON (+4,28%).


Destaque
Vale foi destaque na sessão, em meio à notícia de que o Bradesco, em reunião ontem tarde, teria aceitado a substituição de Roger Agnelli e o sucessor sairia dos quadros da empresa. Os papéis, que operavam com leve alta, acabaram recuando. A ação ON subiu 0,02% e a PNA caiu 0,04%. Já Petrobras teve um desempenho mais forte ao subir 0,76% na ON e 0,74% na PN%, na contramão do petróleo. Na Nymex, o preço do petróleo para maio recuou 0,19%, para US$ 105,40.


Interrompido
Ao fechar em alta ontem, de 0,12%, a R$ 1,6590 no balcão, o dólar à vista interrompeu uma sequência de cinco baixas, período em que se desvalorizou 1,37%. Na semana, a moeda recuou 0,66%; no mês cai 0,36; e, no ano, -0,30%. Na BM&F, o dólar pronto encerrou nesta sexta-feira em estabilidade, cotado a R$ 1,6580. No mercado futuro às 16h52, o dólar para abril de 2011, que é o mais negociado, projetava baixa de 0,12%, a R$ 1,660.

Operações
Após sete sessões em que fez somente um leilão por dia, o Banco Central retomou ontem duas operações de compra à vista, nas quais fixou taxas de corte de R$ 1,6570 e R$ 1,6594.


Euro
Às 16h53, o euro era negociado em US$ 1,4067, de US$ 1,4087 na tarde de quinta-feira e de uma mínima intraday de US$ 1,4055. O dólar era negociado em 81,41 ienes, de 80,92 ienes. A libra esterlina valia US$ 1,6021, de US$ 1,6238. O dólar estava em 0,9211 franco suíço, de 0,9085 franco suíço quinta.


Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI julho de 2011 marcava 11,97%, de 11,96% quinta-feira, com giro de 160.335 contratos. O vencimento janeiro de 2012 (391.530 contratos) indicava 12,24%, de 12,21% no ajuste de quinta-feira. O DI janeiro de 2013 subia a 12,76%, de 12,74% no ajuste, com volume de 158.830 contratos. O DI janeiro de 2017 (24.350 contratos) regredia para 12,65%, de 12,69% no ajuste e o DI janeiro de 2021 (3.895 contratos) estava em 12,57%, de 12,60% no ajuste.
Agência Estado

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