Bovespa
O mercado externo engatou mais um dia de ganhos, a despeito das incertezas da Ásia, África e Europa que rondam os negócios. A Bovespa, no entanto, teve mais um pregão descolado das bolsas internacionais e caiu, puxada por Vale e Petrobras. A sessão foi bastante ''parada'', com volume fraco e investidores pouco entusiasmados em se desfazer de suas posições.


Recuo de 0,39%
O Ibovespa terminou a sessão em baixa de 0,39%, aos 67.532,97 pontos. Na mínima, registrou 67.406 pontos (-0,57%) e, na máxima, os 68.009 pontos (+0,31%). No mês, acumula ganho de 0,22% e, no ano, perda de 2,56%. O giro financeiro totalizou R$ 5,086 bilhões. No início da sessão, a Bovespa até acompanhou o otimismo externo, mas por pouco tempo. A Bolsa doméstica se ressente da falta de investidores e alguns papéis de peso são castigados por notícias negativas.


Vale
A Vale, por exemplo, que continua sofrendo em meio aos rumores de troca de comando na companhia. A ação ON perdeu 1,20% e a PNA, 0,99%, ajudando a manter o Ibovespa em queda.


Petrobras
Petrobras, que pela manhã subia e contrabalançava o índice, acabou acompanhando a inversão do petróleo e caiu. A ação ON recuou 0,73%, e a PN, 0,66%. Na Nymex, o contrato do petróleo para maio cedeu 0,14%, para US$ 105,60.


Construção civil
O setor de construção civil foi destaque de baixa ontem, após algumas empresas terem divulgados balanços. MRV ON liderou as perdas do índice (-6,52%), mesmo após ter entregue aumento dos ganhos apurados em 2010 ante 2009, e também no último trimestre do ano passado. Rossi Residencial também registrou alta do lucro, de 71,8%, mas a ação ON caiu, 1,72%. PDG ON, BISA ON e Gafisa ON recuaram, respectivamente, 2,34%, 2,03% e 2,56%.


Exterior
No exterior, as bolsas terminaram no azul, mesmo com a renúncia do primeiro-ministro português, José Sócrates, ontem. Os investidores também deixaram de lado as preocupações com Japão e Líbia. O Dow Jones terminou o dia em alta de 0,70%, aos 12.170,56 pontos, o S&P subiu 0,93%, aos 1.309,66 pontos, e o Nasdaq avançou 1,41%, aos 2.736,42 pontos.


Números contraditórios
Os indicadores divulgados nos EUA ontem foram contraditórios. Os pedidos de auxílio-desemprego feitos nos EUA na semana passada caíram 5 mil, ante previsão de estabilidade, enquanto as encomendas de bens duráveis no país caíram 0,9% em fevereiro, contrariando a estimativa de alta de 1,5%.


Câmbio
Pelo sétimo dia útil consecutivo o BC fez somente um leilão de compra na sessão, à tarde, e fixou a taxa de corte em R$ 1,6580. No fechamento, pela quinta sessão consecutiva, o dólar à vista caiu 0,18%, para R$ 1,6570 no balcão. Nesse período, acumula baixa de 1,37%. Na BM&F, o dólar pronto encerrou em leve baixa de 0,04%, a R$ 1,6580. Às 16h34, o giro financeiro total somava US$ 2,899 bilhões, sendo US$ 2,360 bilhões em D+2, informou um banco local.


Mercado futuro
No mercado futuro nesse mesmo horário, o dólar para abril de 2011 estava em baixa de 0,30%, cotado a R$ 1,6595, com um volume financeiro negociado de US$ 8,882 bilhões.


Euro sobe
Em Nova York às 16h37, o euro subia a US$ 1,4181, de US$ 1,4086 no fim da tarde de ontem e de uma máxima intraday de US$ 1,4223. O dólar estava em 80,97 ienes, de 80,91 ienes ontem, e estava praticamente estável em relação ao dia anterior, a 0,9083 franco suíço.


Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI julho de 2011 cedia a 11,96%, de 11,99% no ajuste de ontem, com 532.680 contratos. O vencimento janeiro de 2012 (361.605 contratos) marcava 12,21%, na mínima, de 12,27% no ajuste. O DI janeiro de 2013 caía de 12,78% no ajuste, para 12,74%, com 305.360 contratos. Enquanto isso, o DI janeiro de 2017 (38.220 contratos) apontava 12,69%, na máxima, de 12,60% no ajuste. O DI janeiro de 2021, por sua vez, ia de 12,53% no ajuste, para 12,60%, também na máxima, com 4.840 contratos.
(Agência Estado)

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