Bovespa

A Bovespa mais uma vez contrariou a lógica e operou em sentido oposto ao mercado externo, com alta firme que a levou de volta aos 67 mil pontos, patamar registrado pela última vez no dia 15. Petrobras e bancos puxaram o índice para cima, enquanto a Vale jogou contra, com novas notícias sobre mudança de controle.


Alta
O Ibovespa terminou a sessão em alta de 1,33%, aos 67.578,33 pontos. Na mínima, registrou 66.531 pontos (-0,24%) e, na máxima, os 67.631 pontos (+1,41%). No mês, o índice acumula alta de 0,29% e, no ano, queda de 2,49%. O giro financeiro totalizou R$ 6,793 bilhões.


Petrobras
Notícias pontuais puxaram o índice ontem. Petrobras subiu após a sinalização dada pelo presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, de que o Plano de Negócio da companhia para o período de 2011 a 2015 deverá ser alterado para cima. A ação ON avançou 1,59% e a PN, 1,29%, também influenciada pelo avanço do petróleo no exterior. Na Nymex, o contrato para abril, que vence hoje, subiu 1,63%, para US$ 104,00, enquanto o de maio ganhou 1,82%, para US$ 104,97. OGX ON também fechou com ganho, de 5,50%, depois de anunciar nova descoberta de hidrocarbonetos, em águas rasas da parte sul da Bacia de Campos.


Depoimento
Já os papéis de bancos, construtoras e consumo foram influenciadas pelo depoimento do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, na CAE do Senado, no qual ele, mais uma vez, se mostrou confiante de que a união da política monetária e medidas macroprudenciais favorecerá a volta da inflação para mais perto do centro da meta. Itaú Unibanco PN subiu 3,28%, BB ON, 1,61%, Santander unit, 1,60%, e Bradesco PN, 3,32%. Vale, no outro extremo, caiu 0,57% na ON e 0,43% na PNA. O Estado informou hoje que o governo Dilma pediu, de forma direta, o cargo de Roger Agnelli na mineradora.


Dow Jones
No exterior, as bolsas registraram pequenas perdas, após três dias de ganhos, influenciadas por indicadores fracos nos EUA. O Dow Jones recuou 0,15%, aos 12.018,63 pontos, o S&P perdeu 0,36%, aos 1.293,77 pontos, e o Nasdaq, 0,31%, aos 2.683,87 pontos. Os dados nos EUA também puxaram as bolsas europeias para baixo, ainda afetadas pelas incertezas quanto à intervenção da coalizão internacional na Líbia e depois de o líder do principal partido da oposição em Portugal afirmar que não apoiará o novo plano de austeridade fiscal do governo.


Queda
Como o dólar à vista caiu ontem pela terceira sessão consecutiva, período em que apurou perda de 1,13%, os agentes do mercado voltam a ficar atentos a eventuais novas medidas cambiais do governo a fim de evitar a apreciação do real.


Dólar
O dólar à vista fechou na mínima intraday, em queda de 0,30%, cotado a R$ 1,6610 no balcão. A moeda oscilou 0,30% na sessão e a cotação máxima, registrada pela manhã, foi de R$ 1,6660 (estável). Na BM&F, o dólar pronto também encerrou no piso do dia, com ligeira perda de 0,17%, a R$ 1,6621. O giro financeiro de D+2 registrado até 16h37 somava cerca de US$ 1,8 bilhão, informou a Renascença Corretora.


Mercado futuro
No mercado futuro, o vencimento mais líquido do dólar, para abril de 2011, exibiu sinal negativo o tempo todo. Às 16h36 de ontem, esse vencimento projetava baixa de 0,36%, para R$ 1,6655, com um giro financeiro de US$ 9,815 bilhões.


Comportamento misto
No exterior, o dólar teve comportamento misto. Em Nova York às 16h32 de ontem, o euro estava em US$ 1,4211, de US$ 1,4225 no fim da tarde de anteontem. O dólar era cotado a 80,91 ienes, de 81,01 ienes anteontem; e estava em 0,9032 franco suíço, de 0,9043 franco suíço na véspera.


Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2012 recuava para 12,34%, de 12,36% no ajuste de ontem, com giro de 277.035 contratos. O DI janeiro de 2013 cedia para 12,85%, de 12,87% no ajuste, com volume de 196.465 contratos. O DI janeiro de 2017 marcava 12,66%, igual ao ajuste, com 16.940 contratos. O DI janeiro de 2021 (4.775 contratos) recuava a 12,58%, de 12,59% no ajuste.

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