Bovespa
Depois de operar em alta na maior parte da sessão, a Bovespa foi perdendo o ritmo à tarde e acabou virando para baixo, a uma hora do fechamento. O índice não conseguiu se recuperar mais e terminou na contramão de Nova York. O desempenho não foi pior graças aos papéis da Petrobras, mas foi prejudicado pelas siderúrgicas.

Baixa
O Ibovespa encerrou ontem em queda de 0,28%, aos 66.689,61 pontos. Na mínima, registrou 66.656 pontos (-0,33%) e, na máxima, os 67.676 pontos (+1,19%). No mês, o índice acumula baixa de 1,03% e, no ano, de 3,77%. O giro financeiro totalizou R$ 9 bilhões, dos quais R$ 2,38 bilhões referentes ao exercício de opções sobre ações.


Presa
Segundo profissionais consultados, a Bovespa segue 'presa' ao intervalo entre 66 mil e 68 mil pontos, carente de notícias que a forcem a seguir um rumo, para o bem ou para o mal. Na sessão de ontem, o índice enfraqueceu, a despeito dos ganhos firmes em Wall Street, justamente por causa da preferência dos investidores estrangeiros por mercados desenvolvidos. ''Não está entrando dinheiro novo. Os investidores têm deixado os emergentes e optado pelos países mais ricos'', comentou um operador da mesa de renda variável de uma corretora paulista.


Positivo
No exterior, o sinal hoje foi positivo, puxado pelo 'aparente' controle da situação nuclear no Japão, pela oferta de compra da AT&T pela T-Mobile e pelo anúncio, do Tesouro norte-americano, da venda de sua carteira de ativos lastreados por hipotecas garantidas por agências hipotecárias que comprou durante a crise financeira iniciada em 2008. O Dow Jones terminou a sessão com ganho de 1,50%, aos 12.036,53 pontos. O S&P avançou 1,50%, aos 1.298,38 pontos, e o Nasdaq subiu 1,83%, aos 2.692,09 pontos.


Europa
Os investidores, assim, ignoraram os fracos indicadores divulgados nos EUA e os ataques aéreos da coalizão de aliados na Líbia, que manteve o petróleo pressionado. As bolsas europeias também terminaram com fortes ganhos.


Alta
O petróleo terminou o pregão em alta, de 1,25%, a US$ 102,33 no contrato para abril. Petrobras, favorecida, subiu 0,88% na ON e 0,82% na PN. Vale subiu menos (na contramão dos metais, que fecharam majoritariamente em queda): a ON terminou em +0,23% e a PNA, em +0,11%.


Câmbio
O dólar no mercado doméstico acompanhou a queda da divisa dos EUA ante o euro ontem, mas as perdas locais foram reduzidas ao longo da sessão por causa da persistente expectativa de que o governo brasileiro poderá anunciar medidas cambiais para conter a apreciação do real. Ontem, no entanto, o Banco Central fez somente um leilão de compra à vista, pelo quarto dia consecutivo, no qual fixou a taxa de corte em R$ 1,6649.


Dólar
No fechamento, o dólar à vista estava na máxima intraday, cotado a R$ 1,6660, em baixa de 0,24%. Na sessão, a moeda oscilou 0,36%, e a mínima registrada após a abertura foi de R$ 1,6600 (-0,60%). Na BM&F, o dólar pronto encerrou em baixa de 0,25%, a R$ 1,6650. O giro financeiro em D+2 até 16h33 somava cerca de US$ 625 milhões, informou um banco local.


Mercado futuro
No mercado futuro às 16h34, o dólar para abril de 2010 tinha leve baixa de 0,03%, a R$ 1,6710, com um volume financeiro de US$ 7,039 bilhões ou 52% inferior aos US$ 14,8 bilhões movimentados na última na sexta-feira por esse vencimento.

Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o contrato julho 2011 (65.405 contratos) indicava 12,01%, de 12% no ajuste de sexta-feira. O contrato DI janeiro de 2012 projetava taxa de 12,36%, de 12,33% no ajuste de sexta-feira, com giro de 157.835 contratos.
(Agência Estado)

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