Pequeno ganho
A despeito da tragédia japonesa - onde a situação nuclear é gravíssima - e do acirramento dos ânimos no norte da África, a Bovespa conseguiu garantir uma semana positiva. O Ibovespa acumulou pequeno ganho no período com a justificativa de que o País está menos exposto ao Japão - o que não aconteceu com as bolsas europeias e norte-americanas.


Desempenho
Na sessão de ontem, o Ibovespa teve também um desempenho melhor do que o exterior, patrocinado por uma alta quase generalizada dos papéis, com destaque para Vale e bancos.


Em alta
O Ibovespa terminou a sessão em alta de 1%, aos 66.879,89 pontos. Na mínima do dia, registrou 66.217 pontos (estabilidade) e, na máxima, 67.384 pontos (+1,76%). Com o resultado de ontem, o índice acumulou ganho de 0,29% na semana. No mês, entretanto, cai 0,75% e, no ano, 3,50%. O giro financeiro totalizou R$ 8,455 bilhões.


Intervenção
Os investidores gostaram da decisão tomada quinta-feira à noite pelo G-7 (grupo dos sete países mais ricos do mundo) para uma intervenção conjunta dos bancos centrais com o objetivo de estancar a recente alta do iene. E ela aconteceu já no pregão de ontem, pela primeira vez desde 2000. A notícia trouxe alívio aos investidores e procura por ativos de risco. As bolsas globais subiram, e a Bovespa acompanhou, ignorando o terceiro aumento do compulsório pela China neste ano.


Petróleo
A notícia de que a Líbia anunciou um cessar-fogo completou o quadro positivo e puxou o petróleo para baixo. Na Nymex, o contrato do petróleo para abril recuou 0,35%, para US$ 101,07. Com isso, Petrobras ON caiu 0,78%, PN, 0,64%, Vale ON subiu 1,32% e PNA, 1,98%.


Para cima
Nos EUA, as bolsas terminaram em alta. O Dow Jones subiu 0,71%, aos 11.858,52 pontos, o S&P avançou 0,43%, aos 1.279,21 pontos, e o Nasdaq ganhou 0,29%, aos 2.643,67 pontos. Na Europa, as bolsas também subiram, ainda influenciadas pelas compras de bônus de Portugal pelo Banco Central Europeu (BCE) no mercado secundário.


Recuperação
Com a redução dos temores sobre a crise nuclear no Japão, os mercados da Ásia se recuperaram ontem. Também colaboraram a alta em Wall Street e a presença de investidores em busca de ofertas de ocasião. Este foi o exemplo na Bolsa de Hong Kong, que fechou em ligeira alta.


Câmbio
O Banco Central voltou a fazer ontem, a exemplo dos últimos dois dias, apenas um leilão de compra de dólar à vista. A taxa de corte foi de R$ 1,6715. No fechamento, o dólar à vista caiu 0,60%, para R$ 1,670 no balcão. Na semana, porém, a moeda dos EUA acumulou alta de 0,36% ante o real. Na BM&F, o dólar pronto recuou 0,80%, a R$ 1,6691. O giro financeiro em D+2 registrado até 16h20 somava cerca de US$ 2,440 bilhões, informou uma corretora de câmbio.


Movimentação
No mercado futuro às 16h36, o dólar para abril de 2011 estava na mínima intraday de R$ 1,6735 (-0,68%), com um volume financeiro movimentado de cerca de US$ 13,031 bilhões. A título de comparação, ontem este vencimento de dólar, que é o mais líquido, movimentou US$ 20,480 bilhões.


N.Y.
Em Nova York às 16h45, o dólar subia a US$ 80,91 ienes, de 78,93 ienes ontem e de uma máxima intraday de 82,01. Em relação ao dólar, o euro subia a US$ 1,4167, de US$ 1,4020 no fim da tarde de quinta-feira.


Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (207.190 contratos) estava em 12,79%, ante 12,82% quinta-feira. O DI janeiro de 2017 (23.800 contratos) recuava a 12,59%, ante 12,65% quinta-feira. O DI janeiro de 2021 (2.440 contratos) cedia a 12,53%, de 12,57% quinta-feira. Os curtos estavam perto dos ajustes anteriores. O DI janeiro de 2012 (186.980 contratos) projetava 12,33%, de 12,32% no ajuste. O DI julho de 2011 (164.680 contratos) marcava 12,00%, de 11,99% no ajuste de quinta-feira.
(Agência Estado)

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