MERCADO FINANCEIRO
Impulso
A Bovespa acompanhou a melhora no mercado externo e encerrou a quinta-feira em alta, puxada principalmente pelos papéis das blue chips Vale e Petrobras. A recuperação lá fora se baseou principalmente nas notícias de que o governo japonês estaria tendo algum progresso para controlar os problemas no complexo nuclear de Fukushima.
Ganhos
O Ibovespa encerrou o pregão com ganho de 0,32%, aos 66.215,93 pontos. Na mínima, registrou 66.015 pontos (+0,02%) e, na máxima, 66.950 pontos (+1,44%). No mês, acumula perda de 1,73%, e, no ano, de 4,46%. O giro financeiro totalizou R$ 5,792 bilhões. Uma das boas notícias vindas do país asiático é a de que a Tepco, proprietária da usina em Fukushima, conseguiu restabelecer a conexão do cabo de energia da usina, necessária para manter os reatores em uma temperatura adequada. Além disso, algumas refinarias começaram a retomar aos poucos a atividade.
Recuperação
Nesse cenário menos turbulento, as commodities se recuperaram no mercado internacional, com metais e petróleo em alta. Na Nymex, o contrato para abril subiu 3,51%, a US$ 101,42. Vale e Petrobras acompanharam o desempenho, com destaque para a mineradora, que tinha caído mais nas sessões anteriores. A Vale também foi beneficiada pela notícia de que seus embarques para o país asiático não foram prejudicados. Vale ON terminou em alta de 2,84% e PNA, de 2,73%. Petrobras ON subiu 1,32% e PN, 1,08%. A diretora de Gás e Energia da Petrobras e presidente em exercício da estatal, Maria das Graças Foster, negou ontem o repasse do aumento do petróleo aos preços dos combustíveis.
Rumores
O setor bancário voltou a ser penalizado ontem com a volta dos rumores de que o governo vai adotar medidas para reduzir o fluxo cambial. Bradesco PN fechou estável, Itaú Unibanco PN perdeu 0,54%, BB ON, 0,18%, e Santander unit, 0,57%. Nos EUA, as bolsas subiram, também embaladas por uma leva de indicadores, considerados mistos. O Dow Jones terminou o pregão em alta de 1,39%, aos 11.774,59 pontos, o S&P avançou 1,34%, aos 1.273,72 pontos, e o Nasdaq ganhou 0,73%, aos 2.636,05 pontos.
Câmbio
O dólar no mercado local devolveu na sessão vespertina as perdas registradas na primeira parte dos negócios e fechou em alta pelo terceiro dia consecutivo, período em que acumulou ganho de 1,14% no balcão. O dólar à vista encerrou a quinta-feira com valorização de 0,30%, a R$ 1,680 no balcão - maior valor desde 28 de janeiro deste ano (a R$ 1,6860). Na BM&F, o dólar pronto fechou com ganho de 0,69%, a R$ 1,6825. No mercado futuro às 16h45, o dólar para abril de 2011 projetava alta de 0,12%, a R$ 1,6845, com um volume financeiro de US$ 18,741 bilhões. Quarta-feira, esse vencimento que é mais líquido da BM&F girou cerca de US$ 18,222 bilhões.
Mercado futuro
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI julho de 2011 estava em 11,99%, de 11,98% no ajuste de quarta-feira, com 140.280 contratos negociados. O DI janeiro de 2012 marcava 12,32%, de 12,31% no ajuste, com giro de 134.290 contratos, enquanto o janeiro de 2013 (244.450 contratos) batia em 12,82%, de 12,74% no ajuste. O DI janeiro de 2017 (30.345 contratos) indicava 12,65%, de 12,56% no ajuste. O DI janeiro de 2021, com 1.680 contratos negociados, marcava 12,57%, 12,50%.
Perdas
A Bolsa de Tóquio fechou em queda pela terceira vez nas últimas quatro sessões, pois os investidores continuaram nervosos nesta ontem, ainda que o mercado tenha interrompido as perdas à tarde diante da esperança de que as autoridades japonesas estivessem fazendo progressos para evitar um desastre nuclear em grande escala. Sobre as ações das companhias exportadoras também pesou o fato de o dólar ter despencado para uma mínima recorde de 76,25 ienes no começo do pregão asiático. O índice Nikkei 225 perdeu 131,05 pontos, ou 1,4%, e fechou aos 8.962,67 pontos, depois e ter fechado em alta de 5,7% na quarta-feira.
Agência Estado





