MERCADO FINANCEIRO
Fluxo cambial
O fluxo cambial em março até o último dia 11 foi positivo em US$ 7,429 bilhões, de acordo com dados divulgados há pouco pelo Banco Central. O fluxo financeiro teve saldo positivo de US$ 6,919 bilhões, resultado de entradas de US$ 14,595 bilhões e saídas de US$ 7,676 bilhões. O fluxo comercial foi superavitário em US$ 510 milhões, resultado de exportações de US$ 6,102 bilhões e importações de US$ 5,592 bilhões.
Acumulado
No acumulado do ano até 11 de março, o fluxo cambial é positivo em US$ 30,361 bilhões, volume 24,7% superior ao verificado em todo o ano passado. O desempenho é determinado basicamente pelo segmento financeiro, que teve ingresso líquido de US$ 29,272 bilhões no ano (entradas de US$ 89,396 bilhões e saídas de US$ 60,123 bilhões), embora o segmento comercial também tenha dado contribuição positiva de US$ 1,089 bilhão - resultado de exportações de US$ 35,845 bilhões e importações de US$ 34,756 bilhões.
Reservas
As compras de dólares pelo Banco Central no mercado à vista em março até 11 elevaram as reservas em US$ 4,051 bilhões, enquanto as intervenções no mercado a termo (com entrega em data futura) ampliaram as reservas em US$ 215 milhões no mesmo período.
Em alta
A cotação do dólar comercial fechou em alta de 0,42% ontem, a R$ 1,674 na venda. Com isso, a moeda norte-americana atingiu o maior valor desde o dia 23 de fevereiro (quando valia R$ 1,675). O dólar terminou no maior nível em três semanas frente ao real ontem, revertendo a queda verificada pela manhã diante do cenário de maior aversão a risco no exterior, por temores com o agravamento de uma crise nuclear no Japão.
Bolsa de Tóquio
A Bolsa de Tóquio reverteu ontem parte das perdas do dia anterior, com a caça às pechinchas por fundos de hedge e outros fundos, a despeito das preocupações sobre a ainda instável situação nuclear do Japão. O índice Nikkei 225 ganhou 488,57 pontos, ou 5,7%, e fechou aos 9.093,72 pontos.
Mercados da Ásia
Os principais mercados da Ásia fecharam em elevação ontem. Após a forte queda registrada na véspera, por causa das preocupações sobre a crise nuclear no Japão, a presença de investidores em busca de ofertas de ocasião estimulou os negócios nas bolsas da região. A Bolsa de Hong Kong, contudo, fechou praticamente estável. O índice Hang Seng subiu 22,63 pontos, ou 0,1%, e encerrou aos 22.700,88 pontos.
China
Já as Bolsas da China recuperaram as perdas do dia anterior, embora os ganhos provavelmente sejam de curto alcance, dadas às incertezas sobre os efeitos da radiação no Japão. O índice Xangai Composto subiu 1,2% e fechou aos 2.930,80 pontos, após perder 1,4% anteontem. O índice Shenzhen Composto ganhou 1,1% e terminou aos 1.307,96 pontos.
Receio
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em queda, novamente cedendo às preocupações com os problemas em reatores nucleares no Japão após o Comissário de Energia da União Europeia, Gunther Oettinger, alertar que a situação em uma das usinas de Fukushima está fora de controle e que eventos catastróficos podem ocorrer nas próximas horas.
Movimentação
O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 4,14 pontos, ou 1,55%, para 262,18 pontos. Na Bolsa de Londres, o FTSE 100 fechou em baixa de 97,05 pontos, ou 1,70%, a 5.598,23 pontos. O CAC 40, de Paris, perdeu 84,29 pontos, ou 2,23%, para 3.696,56 pontos. Na Bolsa de Frankfurt, o Xetra Dax recuou 133,82 pontos, ou 2,01%, para 6.513,84 pontos. Em Milão, o FTSE MIB caiu 528,63 pontos, ou 2,47%, para 20.836,77 pontos. Em Atenas, o índice ASE avançou 20,65 pontos, ou 1,30%, para 1.611,09 pontos. O IBEX, de Madri, perdeu 237,10 pontos, ou 2,30%, para 10.092,60 pontos. Na Bolsa de Lisboa, o PSI 20 fechou em queda de 79,04 pontos, ou 1,00%, a 7.792,85 pontos.
Das agências





