Bovespa
O pânico que tomou conta das Bolsas internacionais ontem teve efeito também na Bovespa, mas apenas no período da manhã. O índice chegou a cair mais de 2,5% logo após a abertura, reagindo ao tombo das bolsas japonesa e europeias. No período da tarde, entretanto, o Ibovespa foi exibindo visível melhora e se aproximou de zerar as perdas, com os investidores se posicionando em ações defensivas e voltadas ao mercado doméstico. No final, a Bovespa terminou o pregão em queda de 0,24%, aos 67.005,22 pontos. Na mínima, registrou 65.463 pontos (-2,54%) e, na máxima, operou estável, aos 67.168 pontos. Com o resultado de ontem, o desempenho acumulado em março está negativo em 0,56%. Em 2011, a Bolsa cai 3,32%. O giro financeiro totalizou R$ 7,464 bilhões.


Petrobras
Petrobras ON caiu 0,99%, PN, 0,85%, Vale ON perdeu 1,79% e PNA, 1,67%. Na Nymex, o contrato do petróleo para abril desabou 3,96%, para US$ 97,18.


Bolsa de Tóquio
Também despencou a Bolsa de Tóquio, que fechou em queda de 10,55%, aos 8.605,15 pontos, o menor nível desde 28 de abril de 2009. Os investidores entraram em pânico após a terceira explosão no complexo de Fukushima, que gerou um alto nível de radiação nas proximidades da usina. Também foi detectado um nível anormal de radioatividade em Tóquio, localizado a 250 quilômetros do local do acidente. Para piorar a já delicada situação, o país foi atingido por mais um terremoto ontem, de 6 graus, causando falhas de energia na região da cidade de Fujinomiya e em Shizuoka. O país está praticamente paralisado, sem nenhuma atividade econômica.


Europa e EUA
As bolsas europeias desabaram, mas as norte-americanas melhoraram depois do resultado do encontro do Fomc, que manteve intacta sua política de afrouxamento monetário e apontou um quadro modestamente melhor no mercado de emprego dos EUA em seu comunicado. O Dow Jones terminou em queda de 1,15%, aos 11.855,64 pontos, o S&P recuou 1,12%, aos 1.281,87 pontos, e o Nasdaq perdeu 1,25%, aos 2.667,33 pontos.


Câmbio
Ontem, o Banco Central voltou a fazer somente dois leilões de compra à vista, cujas taxas de corte foram de R$ 1,6700 e R$ 1,6670. No fechamento, o dólar à vista subiu 0,52%, a R$ 1,6680 no balcão - valor mais alto desde 23 de fevereiro (de R$ 1,6730). Na sessão, a moeda ampliou a volatilidade, o que favoreceu um aumento dos negócios. O pronto no balcão oscilou 0,72% ontem, da máxima, no começo do dia, de R$ 1,6770 (+0,96%) à mínima, no meio da tarde, de R$ 1,6650 (+0,24%). Na BM&F, o dólar pronto encerrou na cotação mínima, de R$ 1,6664 (+0,27%), sendo que a máxima pela manhã foi de R$ 1,6770. O giro financeiro em D+2 registrado até 16h50 somava cerca de US$ 3,9 bilhões.


Mercado futuro
No mercado futuro nesse horário, o dólar abril de 2011 avançava 0,45%, cotado a R$ 1,6740, com um giro financeiro de US$ 17,973 bilhões. Em Nova York às 16h57, o euro estava em US$ 1,3997, após tocar a máxima intraday de US$ 1,4016 e de US$ 1,3993 ontem. O dólar cedia para 80,83 ienes, de 81,62 anteontem, e recuava a 0,9168 franco suíço, de 0,9242 franco no fim da tarde de ontem.


Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o juro projetado pelo DI janeiro 2012 (466.260 contratos) era de 12,31%, próximo aos 12,33% do ajuste. A taxa do DI janeiro 2013 estava em 12,72%, ante os 12,67% do ajusta da véspera, com 305.040 contratos negociados. O vencimento curto - DI julho 2011 - marcou 11,99%, também bem perto do ajuste (12%), com 141.775 contratos negociados. Entre os longos, DI janeiro 2017 apontava 12,53%, abrindo 11 pontos ante o ajuste (12,42%) e com 41.290 contratos. O DI janeiro 2021 marcou 12,45%, ante ajuste a 12,35%, com apenas 1.145 contratos.

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