Bovespa
A Bovespa fechou ontem na contramão dos mercados externos, numa alta puxada principalmente pelos papéis da Petrobras e siderúrgicas. Entretanto, o comportamento não foi uniforme, já que, no início do dia, o índice caiu, acompanhamento a queda internacional influenciada pelo desastre no Japão. O Ibovespa terminou o dia com ganho de 0,73%, aos 67.169,25 pontos, Na mínima registrou -0,90% e, na máxima, +0,93%. O giro financeiro totalizou R$ 5,009 bilhões.


Vale
Pouco entusiasmados em adquirir novas posições, os investidores da Bolsa doméstica têm promovido troca de suas carteiras. Ontem aconteceu com a Petrobras, que puxou o índice para cima. A Vale foi a moeda de troca e operou em baixa na maior parte do dia. Até chegou a se recuperar próxima ao fechamento mas não se sustentou e, pelo menos na ação PNA, caiu 0,21%.


Siderurgia
O setor siderúrgico foi destaque de ganho ontem, com a expectativa de que as empresas serão acionadas para atender a demanda japonesa na reconstrução do país. Gerdau PN subiu 3,71%, Metalúrgica Gerdau PN, 3,82%, Usiminas PNA, 2,09%, Usiminas ON, 9,55%, e CSN ON, 2,33%.


Japão
No Japão, além das perdas humanas - calcula-se em 5 mil o número de mortos e desaparecidos -, o terremoto também causa perdas financeiras - e as primeiras foram contabilizadas no segmento segurador. A Bolsa de Tóquio repercutiu ontem toda a tragédia e recuou 6,2%. Na Europa e EUA, o sinal também foi negativo. O Dow Jones perdeu 0,43%, aos 11.993,16 pontos, o S&P caiu 0,60%, aos 1.296,39 pontos, e o Nasdaq, 0,54%, aos 2.700,97 pontos.


Câmbio
O dólar no mercado à vista encerrou com leve queda e na mínima do balcão, cotado a R$ 1,6610 (-0,18%), após acumular valorização de 1,22% nas três sessões da semana passada, que foi mais curta por causa do feriado de carnaval. Na BM&F, o dólar pronto caiu 0,13%, para R$ 1,6619. No mercado futuro às 16h34, o dólar com vencimento em 1º de abril de 2011 recuava 0,30%, para R$ 1,6675. Nos leilões de compra à vista, as taxas de corte foram de R$ 1,6639 no fim da manhã e de R$ 1,6641 à tarde.


Moedas
Perto das 17 horas, o euro subia para US$ 1,4003, de US$ 1,3901 no fim da tarde de sexta-feira. O dólar operava a 81,73 ienes, de 81,83 ienes; e estava em 0,9241 franco suíço, de 0,9294 franco suíço na sexta-feira.


Juros
Ao final da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2012, o de maior liquidez com giro de 285.505 contratos, recuava a 12,33%, de 12,35% no ajuste. No janeiro de 2013, a taxa cedeu de um nível de ajuste de 12,69% para 12,67%, com 175.920 contratos negociados. Os longos seguiram devolvendo prêmios. O DI janeiro de 2017 regrediu de 12,45% para 12,42% (15.780 contratos). O DI janeiro 2021 recuou para 12,32% ante 12,35% do ajuste, com 1.990 contratos. Na ponta curta, no entanto, houve uma leve alta no fim do pregão e o DI julho de 2011 foi para 12,00%, de 11,99% no ajuste de sexta-feira, com volume de 156.175 contratos.


Hong Kong
As bolsas asiáticas fecharam com sinais divergentes ontem, em meio à avaliação sobre o impacto do terremoto, do tsunami e da crise nuclear do Japão sobre os diversos setores da economia em cada país. A Bolsa de Hong Kong seguiu no embalo de sexta-feira e subiu 0,41%, com empresas de energia liderando a alta.


China
As Bolsas da China tiveram ligeira recuperação, com a redução das preocupações sobre novas medidas de aperto monetário, à medida que os números econômicos de fevereiro mostraram queda acima das expectativas nos novos empréstimos. Por sua vez, as ações de siderurgia e mineradoras de carvão se beneficianram com a expectativa de disparada na demanda por conta da reconstrução do Japão. O índice Xangai Composto subiu 0,1% e fechou aos 2.937,63 pontos.
Agência Estado

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