Bovespa
Apesar dos indicadores ruins e do terremoto registrado no Japão, o quinto maior do mundo desde 1990, a Bovespa virou para cima perto da hora do almoço e assim prosseguiu no restante do dia. Segundo os especialistas, os preços chegaram num preço atrativo e os investidores foram às compras, aproveitando a brecha aberta após três pregões em baixa.


Alta
O Ibovespa encerrou a sexta-feira em alta de 0,98%, aos 66.684,60 pontos. Na mínima do dia, registrou 65.559 pontos (-0,73%) e, na máxima, os 67.014 pontos (+1,47%). Na curta semana, abreviada pelo carnaval, o índice perdeu 1,95%. No mês, a queda foi reduzida a 1,04% e, no ano, a 3,78%. O giro financeiro totalizou R$ 6,770 bilhões.


Queda
O terremoto de 8,9 graus na escala Richter no Japão interrompeu as operações de pelo menos cinco grandes refinarias de petróleo e de cinco grandes siderúrgicas. As commodities encerram a sessão em queda e o petróleo negociado na Nymex recuou 1,50%, a US$ 101,16 o barril no contrato para abril.


Contramão
Mesmo com a expectativa de queda nas vendas para as siderúrgicas japonesas e o recuo dos metais, as ações da Vale subiram, após terem perdido 7% nos três pregões anteriores. Vale ON avançou 1,38% e PNA, 1,48%. Petrobras também fechou na contramão do petróleo, em alta de 0,37% na ON e de 0,18% na PN. Mas foi Usiminas quem brilhou hoje, ao disparar 6,27% na ON e 4,67% na PNA, com boatos sobre mudanças no controle da companhia.


EUA
Nos EUA, as bolsas também encerraram no azul, a despeito de indicadores desfavoráveis ou piores do que o previsto sobre a economia. O Dow Jones avançou 0,50%, aos 12.044,40 pontos, S&P subiu 0,71%, aos 1.304,28 pontos, e Nasdaq ganhou 0,54%, aos 2.715,61 pontos. Foram divulgados no país ontem o índice de sentimento do consumidor Reuters/Universidade de Michigan (queda para 68,2 em março, ante previsão de que recuaria de 77,5 em fevereiro para 76), as vendas no varejo (+1% em fevereiro, ante previsão de +1,2%) e os estoques das empresas (+0,9%, acima da previsão de +0,8%, em janeiro).


Europa
As bolsas europeias, ao contrário, sentiram o baque do terremoto e caíram, com destaque para o recuo das ações do setor de seguros.


Câmbio
O governo está conseguindo manter o dólar em alta desde o fim dos negócios futuros na sexta-feira passada, quando o ministro Mantega fez um alerta ao mercado após o preço à vista do dólar ter fechado naquele dia no menor valor desde 29 de agosto de 2008, a R$ 1,6440. Nestes três dias de negócios desta semana, que foi mais curta por aqui devido ao carnaval, o dólar à vista contabilizou valorização de 1,22%.


Dólar
Este ganho considera o fechamento de ontem do dólar à vista no balcão, de R$ 1,6640, em alta de 0,24%. Na BM&F, o pronto também encerrou a R$ 1,6640, com ganho de 0,20%.


Mercado futuro
No mercado futuro às 16h58, o dólar para abril de 2011 subia 0,12%, para R$ 1,6720, após bater a máxima de R$ 1,6770 (+0,42%). Vale destacar que, pouco depois das 13 horas, esse vencimento de dólar que é o mais negociado na BM&F havia passado para o terreno negativo influenciado pelo comportamento internacional da divisa norte-americana.


Juros
Ao final da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2017 (26.890 contratos) recuava de 12,49% no ajuste para 12,45%, enquanto o DI janeiro de 2021 (7.140 contratos) projetava 12,35%, de 12,40% quinta-feira. Na parte intermediária, o DI janeiro de 2013 (177.485 contratos) estava perto do ajuste, de 12,70%, a 12,69%. Nos curtos, o DI julho de 2011 (449.280 contratos) apontava 11,99%, ante ajuste de 11,98% de quinta-feira, e o DI janeiro de 2012 (370.485 contratos), estável, marcava 12,35%.
(Agência Estado)

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