MERCADO FINANCEIRO
Ibovespa
Os preparativos para o carnaval proporcionaram uma tarde sem atrativos no mercado acionário doméstico. O Ibovespa passou o período vespertino de ontem estacionado no terreno negativo, praticamente todo o intervalo sem sair do mesmo patamar. Alguma melhora foi vista no final, puxada pela Petrobras. A Bolsa virou para baixo pela manhã, acompanhando o sinal externo, que reagiu à alta do petróleo e ao número menor que o esperado de vagas criadas em fevereiro mostrado pelo payroll.
Queda
O Ibovespa terminou ontem em queda de 0,20%, aos 68.012,10 pontos. Na mínima, registrou 67.514 pontos (-0,93%) e, na máxima, os 68.220 pontos (+0,11). Na semana, o índice acumulou alta de 1,66% e, no mês, 0,93%. Em 2011, no entanto, o índice recua 1,86%. O giro totalizou R$ 5,719 bilhões.
Folga
O fato de a Bovespa só voltar a funcionar na quarta-feira da próxima semana (e a partir das 13 horas) fez os investidores embolsarem os ganhos recentes na sessão de ontem. E usaram, para isso, o payroll e a alta do petróleo como justificativas. O relatório do mercado de trabalho norte-americano veio ligeiramente abaixo do previsto, com a criação de 192 mil vagas em fevereiro, ante previsão de 200 mil. Mas a taxa de desemprego foi melhor: 8,9%, ante previsão de 9,1%, a primeira vez abaixo de 9% desde abril de 2009.
Petróleo
Já o salto do petróleo foi puxado pela situação Líbia, com notícias de que uma refinaria teria sofrido um incêndio e quatro pessoas morreram em confrontos próximo ao complexo de petróleo em Ras Lanuf, 600 quilômetros a leste da capital, Trípoli. O Brent negociado na ICE atingiu US$ 116,49 na máxima do dia e, em Nova York, o WTI tocou os US$ 104,60 - mas o contrato para abril na Nymex fechou abaixo desse patamar, a US$ 104,42, com ganho de 2,46%.
Dow Jones
O Dow Jones terminou em baixa de 0,72%, aos 12.169,88 pontos, o S&P, de 0,74%, aos 1.321,15 pontos, e o Nasdaq de 0,50%, aos 2.784,67 pontos. A Europa também recuou.
Petrobras
A alta do petróleo, de novo, puxou o desempenho das ações da Petrobras, que terminaram com ganhos. A ação ON avançou 1,48% e a PN, 0,41%, mesmo com a negativa, pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, de que a estatal estaria preparando um aumento de combustíveis para depois do carnaval, conforme veiculado na imprensa.
Câmbio
Na semana em que o Banco Central realizou 15 leilões de compra de diversos tipos - a termo, à vista e de swap cambial, o dólar caiu ante o real ontem, pelo quarto dia seguido no mercado de balcão, período em que se desvalorizou 1,26% - que coincide com a queda acumulada em março.
Balcão
Ontem, a moeda no balcão terminou em baixa de 0,42%, cotada a R$ 1,6440 - no menor valor desde 29 de agosto de 2008 (de R$ 1,6330). Na semana, a divisa perdeu 1,14%. No ano, o recuo apurado está em 1,20%. Na BM&F, o dólar pronto recuou 0,39% na sessão, a R$ 1,6446. O giro financeiro em D+2 somava cerca de US$ 1,7 bilhão por volta das 16h55 de ontem. No mercado futuro nesse horário, o dólar para abril de 2011 recuava 0,30%, para R$ 1,6530.
BC
No pregão de ontem o BC fez quatro leilões, sendo dois de compra a termo com prazos para 23 de março e 4 de abril e dois leilões de compra à vista. Ainda assim, o dólar renovou as mínimas após essas intervenções. O piso intraday foi de R$ 1,6430 (-0,48%).
Euro
Em Nova York às 17h06 de ontem, o euro subia a US$ 1,3988, de US$ 1,3967 no fim da tarde de anteontem e de uma máxima intraday de US$ 1,4008. O dólar recuava a 82,31 ienes, de 82,44 ienes ontem, e declinava para 0,9259 franco suíço, de 0,9315 franco suíço ontem.
Juros
O DI julho de 2011 marcava 12,07%, estável ante o ajuste, com giro de 133.425 contratos, enquanto o janeiro de 2012 (212.865 contratos) sinalizava 12,57%, de 12,55% no ajuste. O DI janeiro de 2013 (167.090 contratos) indicava 12,84%, de 12,83% ontem. Os contratos DI janeiro de 2017 (7.345 contratos) tinha taxa de 12,57%, ante 12,56% ontem, e o DI janeiro de 2021, com apenas 75 contratos, estava na mínima de 12,44%, de 12,47% no ajuste anterior.





