MERCADO FINANCEIRO
Ganhos firmes
O sinal positivo emanado do exterior patrocinou o segundo pregão seguido de ganhos firmes à Bovespa, que subiu puxada principalmente pelo setor siderúrgico. O recuo do preço do petróleo tranquilizou os investidores, que puderam ir às compras de ações embalados pelos bons indicadores nos EUA e Europa.
Bovespa
A Bovespa terminou o dia com ganho de 1,28%, aos 68.145,53 pontos, maior nível desde 26 de janeiro (68.709,22 pontos). O índice registrou 67.284 pontos (estabilidade) na mínima e 68.188 pontos (+1,35%) na máxima. No mês, o índice acumula ganho de 1,13% e, no ano, perda de 1,67%. O giro financeiro totalizou R$ 6,277 bilhões.
Petróleo
Os preços do petróleo caíram com os relatos de que o líder da Líbia, Muamar Kadafi, aceitou um plano para uma solução mediada à crise do país, ofertado pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Na Nymex, o recuo do petróleo foi de 0,31%, a US$ 101,91, no contrato para abril.
Bolsas
Com o desempenho em baixa da commodity, subiram as bolsas europeias e norte-americanas, repercutindo os indicadores positivos. Um dos destaques foram os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA, que caíram para o menor nível desde 2008. Os números fazem crescer os olhos para os dados do payroll que serão divulgados hoje. Na semana até o dia 26, os pedidos de auxílio desemprego do país caíram 20 mil, ante previsão de +9 mil. Assim, o indicador atingiu o menor nível desde maio de 2008. O Dow Jones subiu 1,59%, aos 12.258,20 pontos, o S&P avançou 1,72%, aos 1.330,97 pontos, e o Nasdaq terminou em +1,84%, aos 2.798,74 pontos.
Tesouro Nacional
No Brasil, o destaque não foi o PIB de 2010 (+7,5%) nem o encontro do Copom (alta de 0,5 ponto para a Selic, para 11,75%), mas o anúncio de que o Tesouro Nacional fará aporte de R$ 55 bilhões no BNDES, o que beneficia os papéis ligados à infraestrutura. A notícia ajudou a puxar as ações de siderurgia. Usiminas ON, +6,21%, PNA, +5,80%, CSN ON, +1,94%, Gerdau PN, +4,60%, e Metalúrgica Gerdau PN, +4,83%. Petrobras ON caiu 0,12% e PN subiu 0,21%. Vale ON avançou 0,75% e PNA, 0,28%.
Câmbio
O dólar à vista que vinha com sinal negativo desde a abertura iniciou a sessão vespertina ampliando a baixa e, às 15h42, bateu na mínima intraday de R$ 1,651 no balcão (-0,54%) e na BM&F(-0,52%). O recuo ''chamou'' o Banco Central para as mesas de câmbio, com um leilão de compra à vista, mas que não foi suficiente para conter o escorregão das cotações.
Tentativa
Neste único leilão de hoje, a autoridade monetária tentou puxar o preço à vista ao definir uma taxa de corte de R$ 1,6522 - levemente acima da taxa à vista naquele momento (de R$ 1,6510). Contudo, o dólar voltou a renovar suas mínimas depois dessa operação, cedendo até R$ 1,650 no balcão e a R$ 1,6499 na BM&F. O comportamento apático do BC ontem chamou atenção, uma vez que realizou dez leilões entre segunda e quarta-feira a fim de defender o patamar de R$ 1,66, e ontem a moeda oscilou o dia todo abaixo desse piso informal e o BC só agiu na hora final dos negócios.
No balcão
No fechamento, o dólar no balcão caiu 0,54%, para R$ 1,6510 - menor valor desde o dia 3 de janeiro desse ano, quando a moeda à vista encerrou a R$ 1,650 e era, por sua vez, a menor taxa de câmbio desde 1º de setembro de 2008, antes do auge da crise financeira internacional. A máxima intraday no balcão foi de R$ 1,6580 (-0,12%). Na BM&F, o dólar pronto terminou em baixa de 0,53%, a R$ 1,6509. O giro financeiro em D+2 registrado até às 16h39 somava cerca de US$ 2,4 bilhões, informou uma corretora.
(Agência Estado)





