Bovespa x dólar
A Bovespa operou em alta ontem. Por volta das 14h30, o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) tinha alta de 1,02%, aos 66.918,00 pontos. Já a cotação do dólar comercial caía 0,18%, a R$ 1,661 na venda e a do euro tinha valorização de 0,45%, a R$ 2,302 na venda.

Pressão
O aumento das tensões no Oriente Médio e norte da África voltou a pressionar o preço do petróleo no mercado internacional, lançando novas dúvidas sobre a sustentabilidade da recuperação econômica mundial. Diante deste cenário, as Bolsas da Ásia retornaram ao campo negativo.


Indústria
A produção industrial brasileira iniciou o ano com um crescimento de 0,2% em janeiro, em relação a dezembro de 2010. Nos dois meses anteriores, a indústria havia tido queda na produção, de 0,8% em dezembro e de 0,1% em novembro. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento da indústria em relação a janeiro de 2010 é de 2,5%. No acumulado dos últimos 12 meses, a expansão é de 9,4%.


Ouro
A onça do ouro (31,1 gramas) registrou um novo recorde na terça-feira, a US$ 1.434, superando seu último teto registrado em dezembro, ao servir de valor refúgio em meio às tensões geopolíticas no mundo árabe.
Câmbio
O fluxo cambial em fevereiro até o dia 25 foi positivo em US$ 6,330 bilhões, de acordo com os dados divulgados ontem pelo Banco Central. O fluxo financeiro nesse período foi positivo em US$ 7,216 bilhões, resultado de entradas de US$ 30,413 bilhões e saídas de US$ 23,197 bilhões.


Comercial
O fluxo comercial, por outro lado, acumula até o dia 25 do mês passado, resultado negativo de US$ 886 milhões, com exportações de US$ 13,804 bilhões e importações de US$ 14,690 bilhões. Em fevereiro do ano passado, com 18 dias úteis, o fluxo cambial ficou negativo em US$ 399 milhões.


Acumulado
No acumulado do ano, o fluxo cambial é positivo em US$ 21,843 bilhões, muito acima dos US$ 676 milhões verificados no primeiro bimestre de 2010. O fluxo financeiro no ano é positivo em US$ 21,651 bilhões e o comercial tem superávit de US$ 192 milhões.


Tóquio
A Bolsa de Tóquio sofreu sua maior baixa desde 31 de agosto do ano passado, com a continuação dos levantes no norte da África e a disparada dos contratos futuros de petróleo despertando dúvidas sobre as perspectivas de crescimento econômico global. O índice Nikkei 225 caiu ontem 261,65 pontos, ou 2,4%, e fechou aos 10.492,38 pontos, sua mínima intraday. O índice apagou a maior parte da valorização de 2,9% acumulada nas três sessões anteriores.


Na Europa
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em queda, pressionados por receios com o impacto do avanço nos preços do petróleo sobre a recuperação da economia mundial.


Petróleo
Os preços dos contratos futuros do petróleo operam acima de US$ 100 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex) e perto de US$ 117 por barril na plataforma ICE, após notícias de que forças leais ao governante líbio Muamar Kadafi tentaram retomar a cidade de Brega, onde estão localizadas algumas operações de refino de petróleo. Rebeldes da Líbia, no entanto, disseram ter repelido o ataque.


Avanço
Outro fator que contribuía para o avanço nos preços do petróleo era o anúncio da Agência Internacional de Energia (AIE) de que a Líbia deixou de produzir entre 850 mil e 1 milhão de barris por dia por causa dos conflitos internos. Na semana passada, o órgão havia dito que o país tinha deixado de produzir entre 500 mil e 750 mil barris por dia. A Líbia exporta cerca de 80% de sua produção de petróleo para a Europa.
(Das Agências)

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