Em baixa
A Bovespa não conseguiu sustentar o nível de 67 mil pontos recuperado segunda-feira. O índice até abriu em alta, mas virou para baixo, acompanhando a piora das bolsas internacionais em decorrência das preocupações com os conflitos no norte da África e Oriente Médio. Acabou recuando, de volta aos 66 mil pontos, com queda disseminada na maioria das ações.


Ibovespa
O Ibovespa terminou ontem com perda de 1,69%, aos 66.242,63 pontos, na mínima pontuação do dia. É o menor nível desde os 65.755,66 pontos de 11 de fevereiro passado. Na máxima, atingiu 67.708 pontos (+0,48%). No ano, o índice acumula baixa de 4,42%. O giro financeiro totalizou R$ 6,037 bilhões.


Favoráveis
Os indicadores divulgados hoje ao redor do globo foram amplamente favoráveis às compras de ações e conseguiram, momentaneamente, suplantar as preocupações com a situação da Líbia e arredores. Saíram dados de atividade industrial da China, Reino Unido, Zona do Euro, índia e Rússia.


Curta duração
Mas esse sentimento durou pouco, diante do noticiário carregado. O petróleo voltou a operar pressionado com a notícia de que houve conflito em Teerã, capital do Irã, e com informações, depois negadas, de que a Arábia Saudita teria enviado 30 tanques para o Bahrein. Além disso, a Fitch retirou o grau de investimento da Líbia, rebaixando a nota do país em três graus. Na Nymex, o contrato para abril do petróleo subiu 2,74%, para US$ 99,63.


Em queda
Petrobras não seguiu o petróleo e recuou. A ação ON terminou em baixa de 1,38% e a PN, de 1,01%. Vale também fechou em queda, de 1,88% na ON e 1,51% na PNA.


Para baixo
Apesar dos indicadores favoráveis, as bolsas europeias fecharam em queda, assim como os EUA. O Dow Jones terminou o dia com recuo de 1,38%, aos 12.058,02 pontos. S&P perdeu 1,57%, aos 1.306,33 pontos, e o Nasdaq caiu 1,61%, aos 2.737,41 pontos.


Ásia
A maior parte das bolsas asiáticas fechou em alta, estimuladas pelos dois indicadores da atividade industrial da China divulgados ontem. Os Índices de Gerentes de Compra (PMIs, na sigla em inglês) divulgados pela Federação de Logística e Compra da China (CFLP, na sigla em inglês) e pelo HSBC mostraram que a atividade continuou a se expandir do país em fevereiro, embora num ritmo menor, o que diminuiu o temor de um aperto monetário.


Japão
A Bolsa de Tóquio fechou em alta ontem, na medida em que o iene mais fraco e as renovadas esperanças em relação aos dados econômicos dos EUA sustentaram as ações das principais exportadoras, enquanto as ações da agência de publicidade Dentsu tiveram forte alta com o anúncio de uma aliança da empresa com o Facebook.


Dólar
O dólar no mercado à vista teve fechamento misto, com leve alta de 0,10%, a R$ 1,6631 na BM&F e discreta baixa de 0,12%, a R$ 1,6630 no balcão. Já no mercado futuro, o dólar abril de 2011 exibia tímida queda às 16h55, de 0,09%, a R$ 1,6725. O giro financeiro em D+2 à vista voltou a encolher para cerca de US$ 1,2 bilhão.


Banco Central
Ontem, o Banco Central atuou em dois momentos, com um leilão a termo pela manhã e um de compra à vista à tarde.


Câmbio
Às 16h53, o euro caía a US$ 1,3774, de US$ 1,3805 no fim da tarde de ontem em Nova York. O dólar estava em 81,91 ienes, de 81,79 ienes ontem, e avançava a 0,9306 franco suíço, de 0,9290 franco ontem.


Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI abril 2011 marcava 11,63%, de 11,62% no ajuste, com giro de 1,4 milhão de contratos. O DI julho de 2011 indicava 12,06%, ante 12,09% no ajuste, com volume de 513.395 contratos. O DI janeiro de 2012 (263.650 contratos) apontava 12,50%, de 12,54% no ajuste.
Das Agências

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