MERCADO FINANCEIRO
Com força
O ingresso de dólares no País ganhou força em fevereiro. O fluxo cambial para o Brasil no mês, até o dia 11, é positivo em US$ 2,585 bilhões. O fluxo teve forte aumento na semana passada porque, até o dia 4, primeira semana do mês, estava positivo em US$ 39 milhões.
Recursos
Segundo dados divulgados pelo Banco Central, a entrada de recursos pelo segmento financeiro (que registra investimentos diretos em títulos e ações, empréstimos, remessas de lucros, entre outros) é que puxou o resultado do mês até agora, com o ingresso líquido de US$ 3,144 bilhões. As compras de dólar nesse segmento somaram US$ 13,292 bilhões e as vendas, US$ 10,148 bilhões.
Negativo
Já no segmento comercial, que registra as operações de exportação e importação, o fluxo ficou negativo, até o dia 11, em US$ 559 milhões, resultado de importações de US$ 6,266 bilhões e de exportações de US$ 5,708 bilhões. No mesmo período do ano passado (fevereiro até o dia 11), o fluxo para o País estava positivo em US$ 806 milhões.
Superior
De janeiro a fevereiro, até o dia 11, o fluxo está positivo em US$ 18,098 bilhões. O valor é muito superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o fluxo estava positivo em US$ 1,880 bilhão.
Dólares
As compras de dólares pelo Banco Central em fevereiro reforçaram as reservas em US$ 4,356 bilhões. Do dia 7 ao dia 11, essas compras somaram US$ 1,520 bilhão. É importante lembrar que os dados das intervenções têm defasagem de dois dias.
Positivo
Ontem, o dólar comercial subiu 0,05% e fechou a R$ 1,67.
Divergentes
As bolsas da Ásia fecharam em direções divergentes, com algum otimismo em Hong Kong e na China motivado pelo índice de inflação na China em janeiro, divulgado na terça-feira. Em Hong Kong, o índice Hang Seng terminou com alta de 1,1%, fechando aos 23.156,97 pontos. A inflação abaixo do esperado em janeiro na China reduziu o temor do mercado local em relação a um possível aperto da política monetária chinesa.
Aperto monetário
Na China, as preocupações com a possibilidade de novas medidas de aperto monetário também diminuíram e as ações das siderúrgicas e montadoras avançaram ante a expectativa de forte crescimento dos lucros. O índice Xangai Composto teve a maior pontuação dos últimos dois meses, fechando aos 2.923,90 pontos, depois de subir 0,9%. O índice Shenzhen Composto ganhou 1,7%, terminando aos 1.283,26 pontos.
Concorrência
Concorrente da Bolsa de Nova York e da Nasdaq, a americana Bats (Better Alternative Trading System) decidiu trazer ao Brasil uma tecnologia alternativa de transação de ações e de títulos para concorrer com a BM&FBovespa, que monopoliza os negócios no País.
Investimentos
O objetivo é permitir que grandes investidores negociem blocos gigantes de papéis com custos diferenciados em relação à tabela da BM&FBovespa. O anúncio ocorre logo após a associação da Bolsa de Nova York com a de Frankfurt e duas semanas depois de a Bolsa de Londres comprar a de Toronto.
Menores preços
Nos EUA, a Bats ganhou mercado da Bolsa de Nova York e da Nasdaq, a partir de 2005, ao oferecer preços menores de transação nas Bolsas locais -BZX e BYX Exchange. Em 2009, já era a terceira maior Bolsa do mundo em volume de negócios. ''O mercado brasileiro tem as dificuldades que conseguimos superar nos EUA e na Europa'', disse Ken Conklin, vice-presidente da Bats.
Para baixo
A notícia derrubou o preço das ações da BM&FBovespa, que recuaram 4,74% ontem. O Ibovespa, termômetro dos negócios no País, cedeu 0,32% para 66.341 pontos.
Das Agências





