Sem fôlego
Os investidores aproveitaram as oportunidades abertas pelo recuo de mais de 3,5% em fevereiro e foram ontem às compras. Assim, o Ibovespa terminou em alta, mas perdeu fôlego no final da tarde. Os ganhos foram puxados principalmente pelas três ações com maior participação no índice: Vale, Petrobras e OGX.


Positivo
O Ibovespa encerrou a sessão com variação positiva de 0,56%, aos 64.577,83 pontos. Na mínima, registrou 64.185 pontos (-0,05%) e, na máxima, os 65.106 pontos (+1,38%). No mês, acumula perda de 3% e, no ano, de 6,82%. O giro financeiro totalizou R$ 6,702 bilhões.


Titubeou
A Bovespa titubeou na abertura, quando operou por alguns instantes em baixa, mas depois engatou a primeira marcha e foi renovando as máximas. No período da tarde, no entanto, o ritmo diminuiu e o índice, apesar dos ganhos dos papéis com maior participação no índice, não conseguiu retomar os 65 mil pontos no fechamento. Petrobras ON subiu 1,03% e PN, 0,34%. À tarde, a empresa anunciou novo recorde de produção de gasolina tipo A. O petróleo também deu sua (pequena) contribuição: na Nymex, o contrato para março subiu 0,02%, para o US$ 86,73 o barril.


Opções
OGX ON foi a maior alta do índice Bovespa, com +4,81%. Os papéis foram uma das opções dos investidores nas compras seletivas da sessão, por causa das perdas acumuladas no ano e também pelas declarações dadas quarta-feira pelo empresário Eike Batista sobre a empresa. Vale ON terminou com ganho de 1,30% e PNA, de 0,45%. Ontem, o minério de ferro bateu recorde de preço na China.


Ignorou
A Bovespa ignorou o recuou das bolsas norte-americanas, que engataram uma realização de lucros apesar do bom resultado dos pedidos de auxílio-desemprego. O indicador, no entanto, comprimiu as ordens de vendas. Às 18h20, o Dow Jones caía 0,27%, o S&P, 0,16%, e o Nasdaq, 0,22%. Os pedidos de auxílio-desemprego caíram 36 mil para 383 mil na semana encerrada em 5 de fevereiro. Foi o total mais baixo desde julho de 2008 e um sinal da contínua melhora do mercado de trabalho. Os economistas esperavam 413 mil pedidos na última semana.


Máximo
No fechamento, o dólar no balcão valia R$ 1,6700 (+0,60%). A moeda operou durante todo o pregão no terreno positivo, batendo na máxima de R$ 1,6710 (+0,66%) quase no fim da negociação. Na BM&F, o pronto teve variação positiva de 0,55%, a R$ 1,6690. Até 16h45, na clearing de câmbio da Bolsa, o volume de negócios registrado somava US$ 1,684 bilhão, sendo cerca de US$ 1,584 bilhão em D+2.


Avanço
No mesmo horário, o dólar futuro com vencimento em março registrava avanço de 0,54%, cotado a R$ 1,6755. Pouco antes, esse contrato movimentava US$ 10,90 bilhões, de um total de US$ 11,08 bilhões em seis vencimentos negociados - todos em alta.


Leilões
Depois de ter atuado por meio dos derivativos, a autoridade monetária fez também os dois habituais leilões de compra no mercado à vista. Na primeira operação, a taxa de corte ficou em R$ 1,6683. Na última, já na hora final da sessão, o corte foi de R$ 1,6697.
No exterior, o euro voltou a perder força em relação ao dólar, depois de superar US$ 1,37 na quarta-feira. Dados negativos de alguns países periféricos da Europa contribuem para este cenário. Assim, às 16h46, o euro caia a US$ 1,3618, de US$ 1,3733 no fim da tarde de quarta-feira, em Nova York. O dólar valia 83,18 ienes, de 82,36 ienes ontem.


Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2012 marcava 12,33%, de 12,31% no ajuste, com 290.595 contratos negociados. O DI janeiro de 2013 (467.075 contratos) indicava 12,76%, ante 12,68% no ajuste. O DI janeiro de 2017 (52.280 contratos) avançava a 12,64%, de 12,52%, enquanto o DI janeiro de 2021 subia de 12,44% para 12,57%, com 10.700 contratos.
Agência Estado

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