Dólar
A cotação do dólar comercial fechou em queda de 0,36% ontem, a R$ 1,661 na venda. Esta é a segunda baixa seguida da moeda norte-americana. A baixa, acompanhou a valorização do euro no mercado internacional e a continuidade da entrada de recursos no país.


Banco Central
O BC voltou a realizar dois leilões para a compra de dólares no mercado à vista, com taxa de corte de R$ 1,661 e R$ 1,665. A operação visa frear a valorização do real frente à moeda americana.


Bovespa
A Bovespa operou em baixa ontem. Por volta das 16h55, o Ibovespa caía 1,9%, aos 64.523,41 pontos.


Fluxo cambial
O mês de janeiro encerrou com um fluxo cambial positivo de US$ 15,513 bilhões, o saldo mais alto para um mês desde junho de 2007, de acordo com os dados divulgados pelo Banco Central. Em janeiro de 2010, o fluxo foi positivo em US$ 1,075 bilhão.

Início
Nos primeiros dias de fevereiro, contudo, o fluxo de dólares arrefeceu, registrando, até o dia 4, saldo positivo de apenas US$ 39 milhões. Nos quatro primeiros dias úteis de fevereiro do ano passado, o fluxo cambial foi positivo em US$ 1,863 bilhão.


Na Europa
As Bolsas europeias encerraram a quarta-feira em terreno negativo, influenciadas pelo noticiário corporativo, que incluiu balanços e anúncio de fusão.


China
No primeiro pregão depois do feriado do Ano Novo Lunar, as bolsas da China fecharam em queda, com o declínio liderado pelas empresas de matérias-primas e do setor imobiliário, em reação à alta dos juros. O índice Xangai Composto recuou 0,9% e fechou aos 2.774,06 pontos. O índice Shenzhen Composto caiu 1% e encerrou aos 1.186,21 pontos. Com os investidores temendo redução da demanda no setor de metais, Jiangxi Copper caiu 4,1% e Chalco cedeu 3%. No setor imobiliário, China Vanke perdeu 2% e Gemdale recuou 3,3%.

Juros
As taxas de juros das operações de crédito para consumidores e empresas subiram novamente no mês passado. Segundo a Pesquisa de Juros da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a taxa de juros média para pessoa física avançou para 6,85% ao mês em janeiro, ante os 6,79% ao mês registrados em dezembro de 2010. Já a taxa média para pessoa jurídica subiu de 3,80% para 3,88% ao mês no período.


Fatores
A Anefac afirma que a elevação nos juros em janeiro se deve a três fatores: a elevação dos depósitos compulsórios dos bancos, promovida pelo Banco Central (BC) no fim do ano passado; o aumento do requerimento de capital para as operações de crédito a pessoas físicas com prazos superiores a 24 meses; e a elevação da Selic (a taxa básica de juros) no mês passado.


Ásia
A maior parte das bolsas asiáticas reagiu negativamente à alta dos juros na China, determinada na terça-feira pelo Banco Popular da China (PBOC, na sigla em inglês, banco central). A autoridade monetária aumentou em 0,25 ponto porcentual as taxas de referência para depósitos e empréstimos, com o objetivo de conter as pressões inflacionárias.


EUA mais firme
O presidente do Fed, Ben Bernanke, expressou confiança maior de que o crescimento econômico norte-americano está em uma direção mais firme, mas não deu qualquer indicação de que o Fed está prestes a recuar do estímulo.


Discurso
Em discurso preparado para o Comitê do Orçamento da Câmara, Bernanke indicou que o elevado desemprego e a baixa inflação ainda exigem o apoio do Fed. Ele também fez novo alerta sobre os riscos do crescente déficit orçamentário.
Das Agências

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