MERCADO FINANCEIRO
Avanço tímido
A Bovespa conseguiu engatar ontem sua segunda sessão seguida de alta, mas o avanço foi tímido e não reconduziu o índice de volta aos 66 mil pontos. Petrobras e Vale pesaram contra o Ibovespa, que, no entanto, foi puxado por papéis de bancos, varejo e construção civil.
Com elevação
O Ibovespa terminou o pregão com elevação de 0,63%, aos 65.771,33 pontos. Na mínima, registrou 65.110 pontos (-0,38%) e, na máxima, os 66.238 pontos (+1,34%). O resultado acumulado no mês atinge -1,21% e, no ano, -5,10%. O giro financeiro totalizou R$ 7,412 bilhões.
Na Europa
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em alta, ganhando força após a abertura positiva das bolsas de Nova York, embora pela manhã tenham sido pressionados pelo anúncio de aumento nas taxas de juros da China, que pesou particularmente sobre os papéis de mineradoras.
Na Ásia
A maioria dos mercados asiáticos fechou em ligeira queda ontem. Fatores internos de cada país nortearam os investidores. Não houve negociações na China por ser o último dia do feriado de Ano Novo Lunar.
Tranquilidade
O clima estava mais tranquilo ontem, tanto no exterior quanto no mercado interno. Aqui, o IPCA veio em linha com as previsões dos analistas e fontes informaram que o governo deve anunciar na próxima sexta-feira o corte no orçamento. Lá fora, a agenda esvaziada abriu espaço para notícias corporativas, enquanto o aumento do juro na China - o terceiro desde outubro - já havia sido precificado nos ativos, tendo efeito mais firme sobre as commodities.
Metais
Os metais reagiram em queda ao anúncio, mas reviram o rumo ao longo da sessão. Em Londres, a maioria das commodities metálicas subiu. O petróleo, ao contrário, recuou: na Nymex, o contrato para março perdeu 0,62%, a US$ 86,94 o barril.
Investidores
Petrobras e Vale acabaram sofrendo no mercado doméstico, num movimento de realização de lucros patrocinado pelos investidores estrangeiros. A estatal de petróleo terminou com recuo de 1,61% na ação ON e de 0,96% na PN. Vale ON perdeu 0,79% e PNA, 0,81%. O setor siderúrgico terminou em alta, assim como construção civil, bancos e varejo
Bolsas americanas
Nos EUA, as Bolsas operaram com pequenas altas. Às 18h20, o Dow Jones subia 0,56%, o S&P avançava 0,31%, e o Nasdaq, 0,29%.
Câmbio
No fechamento, o dólar no balcão caiu 0,77%, a R$ 1,666, após subir 0,96% nas quatro sessões anteriores. Na BM&F, o pronto recuou 0,20%, a R$ 1,6755.
Dólar
No mercado futuro nesse horário, o dólar para março de 2011 caía 0,83%, para R$ 1,6735, com um volume financeiro de cerca de US$ 11,145 bilhões. O total registrado com quatro vencimentos, todos em baixa, era de US$ 11,216 bilhões.
Banco Central
Ontem o BC fez somente dois leilões de compra de moeda à vista e fixou as taxas de corte em R$ 1,6751 e R$ 1,6662.
Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, a taxa do DI julho de 2011 (320.485 contratos) cedia a 11,87% (na mínima), de 11,89% no ajuste de ontem. O DI janeiro de 2012 marcava 12,30%, também na mínima, de 12,36%, com volume de 343.785 contratos, enquanto o vencimento para janeiro de 2013 registrava 12,68%, de 12,85% ontem, com giro de 371.015 contratos. O DI janeiro de 2014 recuava a 12,66% (mínima), de 12,88%, com 40.265 contratos. O DI janeiro de 2017 indicava 12,56%, de 12,81%, e o DI janeiro de 2021 tinha taxa de 12,45%, de 12,72%, com volumes de 27.800 e 680 contratos negociados, respectivamente.





