MERCADO FINANCEIRO
Queda acentuada
A Bovespa teve um pregão de forte queda, patrocinada pela fuga de investidores estrangeiros. No pior momento do dia, o índice chegou perto de perder o suporte de 65 mil pontos, com o recuo generalizado dos papéis. Esse movimento, no entanto, chamou algumas compras e o Ibovespa saiu das mínimas, mas sem se afastar dos 2% de perdas. Bancos, construtoras e consumo foram os setores mais prejudicados.
Ibovespa
O Ibovespa terminou a sessão em queda de 2,24%, maior queda porcentual desde os 2,41% de baixa de 23 de novembro passado. O índice terminou aos 65.269,15 pontos, menor patamar desde os 65.145,45 pontos de 31 de agosto do ano passado. Na semana, o índice acumulou perda de 2,14%, no mês, atinge 1,96% e, no ano, 5,82%. Na mínima do dia, registrou 65.160 pontos (-2,40%) e, na máxima, os 66.946 pontos (+0,27%). O giro financeiro totalizou R$ 7,246 bilhões.
Bolsas europeias
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em leve alta, em meio a dados mistos sobre o mercado de trabalho dos EUA, que mostraram um declínio na taxa de desemprego e um aumento menor que o esperado no número de vagas criadas pela economia do país em janeiro. A alta foi de 0,30%, para R$ 1,6750 no balcão, e de 0,31%, a R$ 1,6749 na BM&FBovespa.
Ações
O mercado acionário arriscou subir, pela manhã, antes que o Departamento de Trabalho divulgasse o relatório do mercado de trabalho. O payroll decepcionou e os investidores, sobretudo estrangeiros, trataram de vender papéis domésticos. O movimento ganhou amplitude ao atingir um ponto de stop loss, quando o papel/índice atinge um preço que o investidor aceita como mínimo e decide se desfazer do ativo a partir daí. No caso do índice Bovespa, isso ocorreu nos 66 mil pontos.
Desemprego
Embora a taxa de desemprego tenha ficado em 9% em janeiro, ante previsão de 9,5%, saindo de 9,4% em dezembro, o número de vagas abertas somou apenas 36 mil, cem mil a menos do que o previsto. Numa segunda leitura, porém, os investidores relativizaram os números, já que eles foram gerados num mês em que as nevascas atrapalharam a economia norte-americana. As bolsas norte-americanas, assim, melhoraram. Às 18h20, o Dow Jones subia 0,15%, o S&P, 0,15% e o Nasdaq, 0,52%.
Mais quedas
Aqui, a queda se espalhou. Petrobras ON perdeu 1,65%, PN, 1,46%, Vale ON, 1,62%, Vale PNA, 1,58%, Gerdau PN, 2,18%, Metalúrgica Gerdau PN, 2,34%, Usiminas PNA, 2,67%, CSN ON, 1,93%. Hoje, o contrato do petróleo para março terminou em queda de 1,67% a US$ 89,03 o barril. Metais básicos subiram em Londres. Bancos, construtoras e consumo foram destaque negativo.
Câmbio
O dólar acumulou queda ante o real de 0,59% no balcão, com a cotação saindo de R$ 1,6850 na sexta-feira passada para R$ 1,6750 ontem.
Dólar
No mercado futuro às 16h48, o dólar que vence em 1º de março de 2011 subia 0,27%, cotado a R$ 1,6825, com um volume financeiro de US$ 14,230 bilhões. Em Nova York às 16h43, o euro cedia a US$ 1,3583, de US$ 1,3633 no fim da tarde de ontem; o dólar subia a 82,37 ienes, 81,62 ienes ontem.
Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, boa parte dos contratos avançava para as máximas. O DI janeiro de 2012 (163.255 contratos) estava na máxima de 12,42%, ante 12,36% ontem, e o DI janeiro de 2013 (209.515 contratos) saltava de 12,82% para 12,91% (máxima). O DI janeiro de 2017 (38.025 contratos) disparava a 12,80%, de 12,68% no ajuste de ontem, e o DI janeiro de 2021 (3.305 contratos) marcava 12,74%, de 12,60% ontem.
Agência Estado





