MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
A Bovespa trabalhou ontem sem rumo, ora em alta ora em baixa, concentrando-se perto da estabilidade no período da tarde. Petrobras e siderúrgicas continuaram entre os papéis que registraram ganhos e contribuíram para um desempenho melhor do índice, que, no entanto, foi contrabalançado pelas perdas dos setores financeiro e de consumo.
Ligeira alta
O Ibovespa terminou a jornada em elevação de 0,11%, aos 66.764,84 pontos. Na mínima, registrou 66.091 pontos (-0,90%) e, na máxima, os 66.849 pontos (+0,24%). No mês acumula alta de 0,29% e, no ano, perda de 3,66%. O giro financeiro totalizou R$ 6,643 bilhões.
Egito
A intensificação do conflito no Egito suplantou os bons números da economia norte-americana e trouxe aversão a risco para os mercados. Mas depois de tantas perdas, o fôlego diminuiu na Bovespa - também porque o índice esbarrou num suporte importante, de 66 mil pontos - e o investidor acabou ficando de lado, assim como as bolsas dos EUA, que aguardam o payroll, hoje.
Dow Jones
Às 18h19, o Dow Jones operava com ligeiro ganho, de 0,22%, o S&P avançava 0,24% e o Nasdaq subia 0,21%. Foram divulgados ontem os números de trabalhadores que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego (o recuo foi de 42 mil ante previsão de queda de 31 mil); produtividade da mão de obra (+2,6%, ante previsão de +2,1%), custo da mão de obra (-0,6%, previsão de +0,1%); encomendas de bens às indústrias dos EUA (+0,2% em dezembro, estimativa de - 0,5%); e ISM serviços (59,4 em janeiro, de 57,1 em dezembro e expectativa de leitura de 57).
Inflação fraca
O discurso de Ben Bernanke no meio da tarde de ontem, bastante aguardado, não fez preço no mercado. O presidente do Fed disse que a inflação no país segue fraca e o desemprego, elevado, mas que a recuperação da economia do país deve ganhar força este ano.
Bancos
No setor bancário, Bradesco PN caiu 0,79%, Itaú Unibanco PN, 1,03%, BB ON 1,08% e Santander unit 1,99%. Este último divulgou ontem seu balanço, no qual registrou lucro líquido de R$ 7,382 bilhões em 2010 pelo padrão IFRS, com aumento de 34% ante 2009. Panamericano PN caiu 9,85%, com a notícia de que o problema de caixa do Banco foi ainda maior do que o rombo bilionário divulgado até agora.
Câmbio
Ontem, o BC fez dois leilões de compra à vista, em que fixou as taxas de corte em R$ 1,6698 e R$ 1,6695. No fechamento, o dólar à vista subiu pelo segundo dia seguido, para R$ 1,670 (0,18%) no balcão e a R$ 1,6698 (0,17%) na BM&F. Até as 16h32, o giro financeiro em D+2 somava cerca de US$ 1,2 bilhão, informou a Renascença Corretora.
Mercado futuro
No mercado futuro, nesse horário, o dólar março de 2011 tinha leve alta de 0,03%, a R$ 1,6790, com um volume financeiro negociado de US$ 8,633 bilhões. O total movimentado com três vencimentos de dólar, todos em alta, totalizava US$ 8,717 bilhões, informou a assessoria da BM&FBovespa.
Euro
Em Nova York, às 16h34, o euro caía a US$ 1,3636, de US$ 1,3810 no fim da tarde de quarta-feira. O dólar operava a 81,52 ienes, de 81,55 ienes. A libra estava em US$ 1,6137, de US$ 1,6184.
Juros
Os contratos de longo prazo terminaram a negociação normal perto das ou nas máximas, enquanto os de curto prazo continuaram no ajuste anterior. O DI julho de 2011 (76.260 contratos), estável, projetava 11,90%, enquanto o DI janeiro de 2012 (137.330 contratos) projetava taxa de 12,36%, de 12,34% ontem. O DI janeiro de 2013 apontava 12,82%, de 12,77% no ajuste, com 184.340 contratos.





