MERCADO FINANCEIRO
Fluxo cambial
Mais de US$ 12 bilhões entraram no país em janeiro, já considerando as saídas, no mês de janeiro, praticamente metade do todo o fluxo cambial (a diferença entre saídas e entradas de dólares) registrado em 2010, informou ontem o Banco Central. O BC contabilizou um saldo positivo de US$ 12,371 bilhões em janeiro, até a última sexta-feira, sendo US$ 11,6 bilhões pela conta financeira (operações de tesouraria dos bancos) e US$ 750 milhões pelo lado comercial (exportações e importações). Em janeiro do ano passado, o fluxo cambial havia sido bem menor, de apenas US$ 1 bilhão.
Conter impacto
Para conter o impacto essa enxurrada de dólares na taxa de câmbio, o BC também elevou o seu volume diário de compras: a autoridade monetária adquiriu US$ 7,286 bilhões no mercado à vista, mais do que o triplo das compras registradas em dezembro ou novembro. No mês passado, a taxa de câmbio ficou 0,48% mais alta. O nível das reservas internacionais - que sofre impacto dessas operações do BC - saltou de US$ 288,7 bilhões no final de 2010 para US$ 296,2 bilhões até a sexta-feira passada.
Exclusão
Corretoras de valores retiraram de suas sugestões de investimentos para o mês de fevereiro ações de empresas ligadas ao consumo doméstico. ''No Brasil, o fator de estresse é o aumento do ritmo inflacionário e a possibilidade de intensificação do aperto monetário pelo governo'', comenta a equipe de analistas da Gradual Investimentos. ''A tendência é de continuidade da elevação da taxa básica de juros no curto prazo, com impacto negativo na evolução do crédito e do consumo doméstico'', acrescentam.
Papéis
Por conta desse cenário, a Gradual retirou os papéis do grupo Lojas Americanas de sua carteira sugerida de ações para este mês, e faz suas apostas em Petrobras, Vale, Cemig, Copasa, Eztec, Random, CCR, Gerdau e Cremer.
Embora as ações da petrolífera estejam ''patinando'' há meses, frustrando muitos investidores, a equipe da Gradual ainda acredita no ''potencial de crescimento'' da estatal nos próximos anos ''o maior dentre todas as empresas do setor'', e considera um preço-alvo (perspectiva em 12 meses) de R$ 37,5 para as ações dessa empresa.
Desvalorização
A Link também retirou as ações das Lojas Americanas da carteira sugerida, substituindo pelos papéis da AmBev, que tiveram forte desvalorização em janeiro. Em comum com a carteira da Gradual, essa gestora também aposta em Vale e CCR, além de incluir AES Tietê, BM&FBovespa, Gol, Cosan, Itaú-Unibanco, OGX e Usiminas.
Outras
CCR, Vale, Cosan e Gol são as sugestões em comum que entre as sugestões da Link e da corretora Spinelli. As ações da Gerdau, Fibria, Banrisul, HRT Petróleo, Localiza e Embraer completam a carteira sugerida por essa corretora para o mês. As ações da Vale somente não constam das sugestões da TOV corretora para fevereiro, que lista ainda os papéis da Petrobras, BM&FBovespa, Cosan, Gerdau, Eletrobrás, Cemig e Usiminas.
Asiáticas
Os mercados asiáticos fecharam em forte elevação ontem. A valorização em Wall Street no dia anterior e a redução das tensões políticas no Egito animaram os investidores. Não houve negociações na China, em Taiwan e na Coreia do Sul devido ao início do feriado do Ano Novo Lunar. A Bolsa de Hong Kong foi ainda estimulada pelas atividades dos fundos na recomposição de carteiras do feriado do Ano Novo Lunar. Em sessão encurtada, o índice Hang Seng subiu 426,01 pontos, ou 1,8%, e terminou aos 23.908,96 pontos - desde o início do ano, o índice acumula ganhos de 3,8%. Os estaleiros lideraram a alta. Cosco Pacific ganhou 4,4%. Entre as imobiliárias, Cheung Kong avançou 5,7%, Sino Land saltou 3,5% e Henderson Land adicionou 1,7%.
Tóquio
A Bolsa de Tóquio também fechou com forte alta ontem, já que a melhora das perspectivas para a recuperação dos EUA e a diminuição das tensões no Egito levantaram as ações de montadoras e empresas de tecnologia, como Toyota e Advantest. O índice Nikkei 225 ganhou 182,86 pontos, ou 1,8%, e fechou aos 10.457,36 pontos.
(Das agências)





