Alta firme
A melhora do clima no exterior abriu espaço para a Bovespa interromper uma sequência de quatro perdas e subir. O principal índice à vista apagou quase metade da queda de 2011 ajudada pela alta das commodities e pela compra de pechinchas. O setor siderúrgico foi destaque de altas, assim como as blue chips Vale e Petrobras.

Ibovespa
O Ibovespa terminou o dia com ganho de 1,91%, aos 67.847,34 pontos. Na mínima, registrou 66.575 pontos (estabilidade) e, na máxima, 67.922 pontos (+2,02%). No ano, acumula perda de 2,10%. O giro financeiro negociado hoje totalizou R$ 6,362 bilhões.

Mundo
Com o Egito preocupando menos, os investidores trataram de reproduzir em compras de ações os bons indicadores e balanços divulgados hoje ao redor do globo. O dia foi da atividade industrial, que se mostrou robusta na China, zona do Euro e Estados Unidos. Às 18h20, o Dow Jones subia 1,19%, o S&P avançava 1,63% e Nasdaq, 1,97%. Os balanços divulgados hoje também vieram bons, entre eles os números da Pfizer e UPS. Na Europa, os principais índices acionários fecharam em alta.

Ásia
Os principais mercados asiáticos fecharam em elevação nesta terça-feira. A alta em Wall Street e das commodities, aliada à redução das preocupações sobre a crise política no Egito, norteou os investidores. Não houve negociações em Taiwan e na Malásia por ser feriado. Por causa do feriado do Ano Novo Lunar, as bolsas chinesas estarão fechadas de quarta-feira até o dia 8.

Europa
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em alta, puxados pelos papéis de empresas ligadas ao segmento de matérias-primas após dados mostrarem um aumento na atividade industrial da zona do euro e dos EUA. Analistas também citaram a redução da preocupação dos investidores com a situação no Egito, mesmo diante da continuidade dos protestos contra o governo do país.

Petróleo
As commodities metálicas subiram, assim como o petróleo em Londres, e puxaram as ações de empresas ligadas a matérias-primas no Brasil. Petrobras ON ganhou 2,13%, PN, 2,03%, Vale ON, 2,47%, PNA, 1,73%. Na Nymex, no entanto, o contrato para março do petróleo recuou 1,54%, a US$ 90,77 o barril.

Dólar
No fechamento, o dólar à vista caiu 0,66%, para R$ 1,6630 no balcão - este é o menor valor desde 3 de janeiro último (a R$ 1,650. Na BM&F, o pronto recuou 0,68%, a R$ 1,6626. O giro financeiro registrado na clearing de câmbio até 16h56 somava US$ 2,319 bilhões, dos quais US$ 2,156 bilhões em D+2.

Mercado futuro
No mercado futuro às 16h57, o contrato de dólar que vence em 1º de março projetava baixa de 0,18%, cotado a R$ 1,6765, com um volume financeiro de US$ 10,871 bilhões. O total movimentado com cinco vencimentos negociados hoje somava US$ 10,959 bilhões. Nos dois leilões de compra de dólar no mercado à vista, o BC fixou as taxas de corte em R$ 1,6645 e em R$ 1,6622.

Moedas
Às 16h48, o euro subia para US$ 1,3827, de US$ 1,3694 no fim da tarde de ontem em Nova York e após tocar a máxima intraday de US$ 1,3838. O dólar caía a 81,38 ienes, de 82,04 ienes ontem. A libra esterlina subia a US$ 1,6140, de US$ 1,6017 ontem.

Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI abril de 2011 (27.985 contratos), estável, projetava 11,40% e o DI janeiro de 2012, também estável, marcava 12,38%, com giro de 259.885 contratos. O DI janeiro de 2013 indicava 12,85% (mínima), de 12,89% no ajuste, com volume de 302.835 contratos. O DI janeiro de 2017 estava em 12,73%, de 12,76% e o DI janeiro de 2021 indicava 12,66% (mínima), de 12,72% no ajuste, com giros de 60.260 contratos e 5.270 contratos.

Agência Estado

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