Bovespa
Depois de três dias de baixa, a Bovespa abriu o último pregão de janeiro esboçando alguma reação. Mas ela ficou pelo caminho. Depois de algum sobe-e-desce, o índice Bovespa virou para baixo no meio da tarde e lá ficou. Petrobras subiu puxada pelo petróleo e conteve a queda. Mas bancos recuaram em bloco.

Ibovespa
O Ibovespa terminou a segunda-feira com desvalorização de 0,18%, aos 66.574,88 pontos, menor nível desde 8 de setembro de 2010 (66.407,28 pontos). Na mínima, registrou 66.271 pontos (-0,64%) e, na máxima, 67.166 pontos (+0,70%). Terminou janeiro em baixa de 3,94%. Nesses quatro pregões seguidos de queda, acumulou -4,10%. O giro financeiro totalizou R$ 6,559 bilhões.

Petrobras
Petrobras subiu 2,39% na ON e 1,57% na PN, influenciada pelos ganhos do petróleo. A commodity ultrapassou US$ 100 na plataforma ICE por causa dos temores de que a crise no Egito se espalhe por outros países produtores da commodity. Na Nymex, fechou cotada a US$ 92,19, em alta de 3,19% no contrato para março.

Bancos
A alta do produto, favorável à Petrobras, é, no entanto, ruim para o cenário de inflação, que segue deteriorado. As previsões para o IPCA na Focus continuam sendo elevadas semana a semana e os investidores em ações estão na defensiva. Crescem também as previsões de mais medidas macroprudenciais e, nesta seara, as ações dos bancos foram prejudicadas hoje, diante do temor de aumento do compulsório. As ações do setor caíram em bloco, sendo que Bradesco teve o menor recuo por causa do ótimo balanço apresentado hoje. O papel PN perdeu 1,50%. Itaú Unibanco PN, 1,93%, BB ON, 1,98%, e Santander unit, 1,38%.

EUA
Nos EUA, as bolsas subiam. Às 18h23, o Dow avançava 0,35%, S&P ganhava 0,63% e o Nasdaq, 0,38%. O balanço da ExxonMobil e os indicadores positivos de gastos do consumidor e renda ajudam a explicar o sinal positivo.

Dólar
Após oscilar apenas 0,36% no dia, o dólar à vista fechou em baixa de 0,71%, a R$ 1,6740 no balcão, sendo que a mínima pela manhã foi de R$ 1,6720 (-0,83%) e a máxima, de R$ 1,6780 (-0,47%). Na BM&F, o dólar pronto encerrou em queda de 0,58%, a R$ 1,6740. O giro financeiro total registrado na clearing de câmbio até 16h36 somava US$ 2,098 bilhões, dos quais US$ 2,098 bilhões em D+2.

Câmbio
No mercado futuro, com as rolagens de contratos, o dólar para março de 2011 passou a ser o mais negociado e, às 16h41, projetava baixa de 0,56%, para R$ 1,6850. Nos leilões de compra de moeda à vista, o Banco Central fixou as taxas de cortes em R$ 1,6760, no fim da manhã, e em R$ 1,6739 na operação vespertina. Às 16h46, o euro subia a US$ 1,3672, de US$ 1,3612 no fim da tarde de sexta-feira; o dólar estava em 82,08 ienes, de 82,10 ienes na sexta-feira.

Ásia
A maioria dos mercados asiáticos fechou em baixa nesta segunda-feira. As preocupações de que a turbulência política no Egito se espalhe para outros países do Oriente Médio minaram a confiança dos investidores. Não houve negociações em Taiwan por ser feriado.

China
As Bolsas da China fecharam em alta pela quarta sessão seguida, liderada por empresas ligadas à conservação da água e pelas fabricantes de equipamentos para ferrovias de alta velocidade, por conta do aumento das perspectivas para estes setores.

Juros
Ao término da negociação normal, boa parte dos vencimentos estava nas máximas. O DI abril de 2011 (25.355 contratos) estava na máxima de 11,40%, de 11,39% no ajuste anterior, e o DI janeiro de 2012 (339.570 contratos) estava em 12,38%, de 12,39% no ajuste da sexta-feira.

Agência Estado

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