MERCADO FINANCEIRO
Perdas
Depois de recuar quase 2% nos dois dias anteriores, a Bovespa dobrou essa perda apenas no pregão de ontem, influenciada pelo sinal negativo no mercado externo. No pior momento, o índice ultrapassou 3% de baixa e voltou aos 65 mil pontos, parte por causa de um movimento de stop loss acionado quando o índice situava-se ao redor de 68 mil pontos.
Ibovespa
O Ibovespa terminou a sessão em queda de 1,99%, aos 66.697,57 pontos, menor nível desde 9 de setembro de 2010 (66.624,10 pontos). Na mínima do dia, registrou 65.898 pontos (-3,16%) e, na máxima, 68.182 pontos (+0,19%). Na semana, o índice perdeu 3,52%, enquanto no mês e no ano acumula recuo de 3,76%. O giro financeiro totalizou R$ 7,587 bilhões.
Influência
Às explicações dos últimos pregões - leia-se inflação doméstica, política monetária, medidas de controle de capital e fuga de estrangeiros - soma-se o nervosismo político internacional, com a situação delicada no Egito. Hoje, a polícia utilizou gás lacrimejante, balas de borracha e cassetetes para conter milhares de manifestantes que tomaram as ruas do Cairo para protestar contra o governo. Segundo alguns profissionais, os investidores encontraram aí uma brecha para embolsar os ganhos dos últimos dias.
Norte-americanas
As Bolsas norte-americanas trabalharam parte do dia em alta, depois que o governo anunciou que a economia segue em recuperação (o PIB do quarto trimestre cresceu 3,2%), mas viraram em meio a um movimento de realização de lucros que encontrou respaldo em dados corporativos fracos e na aversão a risco gerada pelo conflito no Egito. Às 18h22, o Dow Jones caía 1,46%, o S&P recuava 1,75% e o Nasdaq perdia 2,50%.
No Brasil
De volta ao Brasil, apenas quatro ações subiram: Usiminas ON (+4,76%), Embraer ON (+0,52%), Eletrobras ON (+0,45%) e MRV ON (+0,21%). Duratex ON fechou estável. Petrobras ON caiu 0,88% e PN, 0,74%, apesar de o petróleo ter avançado 4,32%, a US$ 89,34, o barril no contrato para março em Nova York. Os metais também fecharam em alta, mas Vale e siderúrgicas desabaram. Vale PN recuou 2,88% e PNA, 2,02%, Gerdau PN perdeu 3,23%, Metalúrgica Gerdau PN, 3,29%, Usiminas PNA, 1,06%, e CSN ON, 2,26%.
Câmbio
O dólar no balcão fechou cotado na máxima de R$ 1,6860, em alta de 0,48%. Logo depois da abertura, a moeda norte-americana chegou a bater na mínima de R$ 1,6740 (-0,24%). Na semana, a moeda acumulou alta de 0,84%. Na BM&F, o pronto terminou valendo R$ 1,6838 (+0,41%). O volume de negócios ontem esteve abaixo do verificado nos últimos dias. Às 16h43, as operações registradas na clearing de câmbio da Bolsa somavam US$ 1,838 bilhão, sendo US$ 1,317 bilhão em D+2. No mesmo horário, o dólar para fevereiro no mercado futuro valia R$ 1,6860, com valorização de 0,48%.
Leilões BC
Ontem, o Banco Central voltou a fazer dois leilões de compra de dólares no mercado à vista. No primeiro, a taxa de corte foi de R$ 1,6743. No último, o corte ficou em R$ 1,6840. Na segunda-feira, o leilão de dólar a termo do BC será feito em três vencimentos: 9/02/2011; 16/02/2011 e 23/02/2011. O comunicado do BC não informa os valores máximos da operação nem os horários dos leilões.
Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI abril de 2011 (67.420 contratos) passava de 11,39% para 11,38%, e o DI janeiro de 2012 (258.840 contratos) caía de 12,46% para 12,39% (mínima). O DI janeiro de 2013 (250.585 contratos) estava em 12,85%, de 12,89% no ajuste de anteontem. Mas o DI janeiro de 2017 (33.435 contratos) marcava 12,60%, de 12,58% anteontem.
(Agência Estado)





