Bovespa
A Bovespa engatou hoje mais uma sessão de perdas, novamente na contramão do mercado externo, na qual ameaçou perder o patamar de 68 mil pontos. Petrobras operou a maior parte do dia em alta e impediu que a queda fosse maior - embora tenha contribuído para renovar as mínimas quando pisou temporariamente no terreno negativo.

Ibovespa
O Ibovespa terminou a sessão em baixa de 0,96%, aos 68.050,71 pontos, menor nível desde os 68.040,94 pontos de 28 de dezembro. Na mínima do dia, o índice registrou 67.775 pontos (-1,36%) e, na máxima, 69.108 pontos (+0,58%). No mês e no ano, o índice acumula perda de 1,81%. O giro financeiro totalizou R$ 6,437 bilhões.

Inflação
O mercado aguardava a ata da última reunião do Copom e ela não trouxe o tom firme que os investidores gostariam de ver do BC para conter a inflação numa paulada. Assim, crescem os temores de que novas medidas sejam adotadas para conter o consumo, o que afeta o segmento de ações. Além disso, os investidores estrangeiros têm deixado a bolsa local, puxando as vendas.

Sinal externo
O sinal externo hoje foi novamente positivo, apesar de a S&P ter rebaixado o rating soberano do Japão de longo prazo - o que reacendeu o temor com a crise das dívidas na Europa - e parte dos indicadores norte-americanos ter vindo negativa. Já as encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos caíram 2,5% em dezembro, contrariando expectativa de aumento 1,4% nas encomendas. Às 18h21, o Dow Jones subia 0,04%, o S&P avançava 0,20% e o Nasdaq ganhava 0,59%.

Para cima
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em alta ontem, em sua maioria, puxados pelo avanço nos papéis do setor financeiro e deixando em segundo plano o rebaixamento do rating da dívida soberana do Japão pela Standard & Poor's. A decisão anunciada quarta-feira pelo Federal Reserve de manter os juros baixos e continuar oferecendo estímulo monetário à economia dos EUA contribuiu para a alta das bolsas, assim como o fortalecimento do euro em relação ao dólar, de acordo com analistas.

Petrobras
Petrobras ON subiu 0,37% e PN, 0,15%. Na Nymex, o contrato do petróleo para março fechou em baixa de 1,94%, a US$ 85,64. De volta ao Brasil, Vale e siderúrgicas fecharam em queda, apesar da alta dos metais básicos. Vale ON perdeu 0,99%, PNA, 0,69%. Gerdau PN, 1,72%, Metalúrgica Gerdau PN, 0,96%, CSN ON, 1,60% e Usiminas PNA, 0,05%.

Câmbio
No fechamento, o dólar no balcão subiu 0,54%, cotado a R$ 1,6780, após mostrar um comportamento quase de lado ao longo da semana. Na máxima hoje, a moeda atingiu R$ 1,6800 (+0,66%). Já o dólar pronto, na BM&F, teve ganho de 0,44%, a R$ 1,6770, na máxima.

BC
O Banco Central atuou no mercado à vista com dois leilões de compra de dólares. No primeiro, logo após o meio-dia, a taxa de corte foi de R$ 1,6690. No segundo, já na hora final do pregão, o valor do corte foi mais alto, de R$ 1,6770.

Dólar
Às 16h37, o dólar para fevereiro no mercado futuro valia R$ 1,6795, em alta de 0,60%. Às 16h42, o dólar valia 82,87 ienes, de 82,16 ienes no fim da tarde de ontem em Nova York. O euro, que atingiu mais cedo a máxima em dois meses ante o dólar, exibia leve alta. No mesmo horário, a moeda única valia US$ 1,3715, de US$ 1,3711 ontem.

Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI abril de 2011 (92.580 contratos), o primeiro que vencerá após o encontro de março, estável, projetava 11,39%. O DI julho de 2011 (275.985 contratos)recuava para 11,91%, de 11,93% ontem. O DI janeiro de 2012 (223.200 contratos) marcava 12,46%, estável ante o ajuste.

(Agência Estado)

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