Em alta
A Bolsa de Tóquio fechou em alta pela segunda sessão consecutiva ontem, à medida que o otimismo cada vez maior em relação aos balanços das empresas do Japão e dos EUA alimentou a valorização de ações líderes do setor de tecnologia, como Sony e Nikon. O índice Nikkei 225 ganhou 119,31 pontos, ou 1,2%, e fechou aos 10.464,42 pontos.

Sinais diversos
Os mercados asiáticos apresentaram números mistos ontem. A alta em Wall Street norteou algumas bolsas da região, enquanto outras foram influenciadas por questões referentes à economia da China. Pela quarta sessão seguida, a Bolsa de Hong Kong fechou no campo negativo, liderada pelas empresas financeiras chinesas por causa das preocupações com medidas adicionais de aperto monetário por Pequim.

Na China
Já as Bolsas da China apresentaram o pior resultado em quase quatro meses. O declínio foi liderado pelas empresas de metais, após a taxa de referência do mercado financeiro atingir a maior alta em mais de três anos, devido ao aumento ocorrido na semana passada na taxa de reserva bancária. Também pesou a demanda por cash às vésperas do feriado do Ano Novo Lunar.

EUA
Os principais índices do mercado de ações dos EUA fecharam praticamente estáveis, divididos entre os indicadores mistos sobre a economia do país divulgados ontem e refletindo a cautela do mercado antes do anúncio da decisão de política monetária do Federal Reserve e do discurso do presidente norte-americano, Barack Obama, sobre o Estado da União. O Dow Jones caiu 3,33 pontos, ou 0,03%, para 11.977,19 pontos. Já o Nasdaq subiu 1,70 ponto, ou 0,06%, para 2.719,25 pontos. O S&P 500 fechou em alta de 0,34 ponto, ou 0,03%, para 1.291,18 pontos.

Ações europeias
O mercado de ações europeu fechou a sessão de ontem em baixa após a confiança na Grã-Bretanha ser abalada por uma queda inesperada no crescimento econômico do país no quarto trimestre de 2010, além de preocupações sobre novas regras de reserva de capital, que levaram os papéis de bancos espanhóis a caírem.

Setor bancário
Os bancos Santander e BBVA recuaram 3,5% e 3,3% respectivamente, puxando o setor bancário para baixo, após o governo espanhol determinar um aumento no capital de reserva exigido para bancos para pelo menos 8% até setembro. Caso não se adaptem, os bancos podem ficar parcialmente sob o controle do governo.

Reserva de ações
Investidores atentos a IPOs (ofertas de ações) têm a partir de hoje para solicitar a reserva dos papéis da Queiroz Galvão (petróleo e gás) e da Magnesita Refratários (produtos industriais). A Magnesita pretende captar em torno de R$ 300 milhões com sua oferta, por meio do lançamento de 30,7 milhões de ações ordinárias. No prospecto preliminar da operação, a companhia informa que pretende utilizar os recursos para abater parte de uma dívida de R$ 700 milhões. O período de reserva encerra em 1 de fevereiro.

Aquisição do BB
Até o fim de fevereiro, o Banco do Brasil deve anunciar a aquisição de um banco norte-americano localizado na costa leste dos Estados Unidos, segundo informou o presidente da instituição, Aldemir Bendine. O BB tem interesse na plataforma de serviços e na solução tecnológica do banco que será comprado. O Banco do Brasil está presente atualmente em 23 países.

Crescimento
O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a projeção de crescimento da economia global neste ano para 4,4%, de 4,2% estimado anteriormente. A informação consta do relatório Atualização das Perspectivas Econômicas Mundiais, divulgado ontem, no qual o FMI alertou que a recuperação global ainda corre riscos em razão da crise de dívida na zona do euro e da falta de reformas financeiras.

(Das agências)

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