MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
Depois de alguma oscilação no período da manhã de ontem, o Ibovespa passou a tarde praticamente inalterado, com pequena alta. A agenda fraca e o noticiário morno, além do feriado do aniversário de São Paulo hoje, fizeram com que os investidores evitassem tomar posições. O destaque foi a ação da OGX, que liderou o giro individual e operou com queda firme.
Sinal positivo
O Ibovespa terminou o dia em alta de 0,42%, aos 69.426,57 pontos. Na mínima, registrou 68.786 pontos (-0,50%) e, na máxima, atingiu 69.513 pontos (+0,55%). A alta de ontem voltou a fazer o índice registrar sinal positivo em janeiro e no ano, de +0,18%. O giro totalizou R$ 3,989 bilhões.
Papéis
Os papéis ON da OGX lideraram as perdas do Ibovespa, com queda de 3,30%, e movimentaram R$ 515,842 milhões. Os especialistas apontaram algumas razões para a baixa, mas nenhuma causa específica. Uma delas foi a insatisfação com os resultados da empresa e a saída de um diretor do grupo EBX, levantando a possibilidade de novas trocas. Ontem, no entanto, a companhia anunciou uma boa notícia: a identificação da presença de hidrocarbonetos na seção albiana do poço OGX-28D, prospecto denominado Illimani, no bloco BM-C-41, em águas rasas da Bacia de Campos, no qual a OGX detém 100% de participação.
Obama
Ainda no setor petrolífero, Petrobras ON subiu 0,47% e a PN caiu 0,18%. Vale ON avançou 0,68% e PNA, 0,44%. Embora a agenda tenha sido esvaziada ontem, ela reserva dados fortes para a semana, com destaque para o encontro do Federal Reserve (que amanhã anuncia sua decisão de política monetária), a ata do Copom, na quinta - mesmo dia em que Barack Obama discursa - e o PIB norte-americano do quarto trimestre, na sexta.
Dow Jones
Nos EUA, as notícias corporativas se destacaram e as bolsas subiam, às 18h18 de ontem, 0,69% o Dow, 0,39% o S&P e 0,94% o Nasdaq.
Dólar
Ontem, o dólar no balcão fechou cotado a R$ 1,6720, estável em relação à última sexta-feira. Na mínima do dia, a moeda dos Estados Unidos caiu 0,12%, a R$ 1,6700. Na BM&F, o pronto registrou pequena queda de 0,01%, a R$ 1,6717.
BC
O Banco Central voltou a usar artilharia pesada para conter a apreciação do real. A autoridade monetária fez dois leilões de compra de dólares no mercado à vista ontem, a exemplo da última sexta-feira. No primeiro, pouco antes do meio-dia, a taxa de corte foi definida em R$ 1,6740. No último, já na hora final da sessão, o corte foi de R$ 1,6721.
Euro
O euro subia a US$ 1,3643, de US$ 1,3620 no fim da tarde de sexta-feira em Nova York. O dólar valia 82,47 ienes, de 82,57 ienes na sexta-feira.
Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI abril de 2011 (96.255 contratos) marcava 11,38%, nivelado ao ajuste da sexta-feira. O DI janeiro de 2012 (154.755 contratos) estava em 12,42%, de 12,37% no ajuste anterior, e o DI janeiro de 2013 (108.165 contratos) ia para 12,77%, de 12,70% no ajuste de sexta-feira. O DI janeiro de 2017 (17.490 contratos) avançava de 12,37% para 12,44% (máxima).
Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em alta ontem, com as ações da Honda Motor puxando para cima os papéis do setor automotivo graças à melhora na recomendação atribuída por uma corretora, enquanto as empresas ligadas ao setor de commodities, como a Inpex, recuperaram parcialmente as perdas da semana passada. O índice Nikkei 225 ganhou 70,59 pontos, ou 0,7%, para 10.345,11 pontos, depois de ter fechado na sexta-feira passada com perda de 1,6%, a maior do ano.





