Bovespa
O resultado da reunião do Copom, quarta-feira, e os indicadores chineses levaram a Bovespa de volta aos 69 mil pontos, onde havia pisado pela última vez no primeiro pregão do ano. O recuo foi puxado pelos papéis ligados às commodities e também de bancos, que sentiram o efeito do comunicado do Banco Central divulgado após a definição da nova taxa Selic.

Ibovespa
O Ibovespa terminou em baixa de 0,71%, aos 69.561,53 pontos, menor nível desde os 69.304,81 pontos de 30 de dezembro. Com o resultado de ontem, o índice diminuiu ainda mais os ganhos acumulados de janeiro, reduzindo-os a apenas 0,37%. Na mínima pontuação do dia, ontem, registrou 69.177 pontos (-1,26%) e, na máxima, 70.083 pontos (+0,04%). O giro financeiro totalizou R$ 7,408 bilhões.

Baque nos papéis
Ontem, o BC confirmou as expectativas e aumentou o juro para 11,25% ao ano, em 0,50 ponto porcentual. Mas o que intrigou os investidores foi a autoridade monetária afirmar, no comunicado, de que poderá adotar mais macroprudenciais para conter a inflação. Os papéis dos bancos sentiram o baque, antevendo outras ações, como a que elevou de 15% para 20% no compulsório sobre depósitos a prazo e de 8% para 12% no recolhimento adicional cobrado de depósitos à vista e a prazo, numa dessas medidas. Bradesco PN perdeu 1,79%, Itaú Unibanco PN, 2,44%, Santander unit, 3%, e BB ON, 0,68%.

Commodities
Já os papéis ligados às commodities caíram depois que os números sobre a economia chinesa levantaram a hipótese de mais medidas para conter o avanço da inflação e diminuir o forte crescimento da economia.

Petróleo
Vale ON perdeu 1,68%, Vale PNA, 1,06%. Petrobras ON recuou 0,13% e PN, 0,11%. Na Nymex, o contrato do petróleo para fevereiro, que venceu ontem, terminou em baixa de 2,20%, a US$ 88,86 o barril. O contrato para março caiu 2,42%, a US$ 89,59 o barril. O Departamento de Energia divulgou ontem que os estoques de petróleo dos EUA subiram 2,617 milhões de barris, ante previsão de queda de 900 mil de barris. Os estoques de gasolina tiveram alta de 4,443 milhões de barris (previsão de +2,3 milhões de barris).

Indicadores
Nos EUA, saíram novamente indicadores mistos nesta quinta. O número de pedidos de auxílio-desemprego ficou abaixo das previsões, as vendas de imóveis residenciais usados cresceram mais do que se previa em dezembro e o índice dos indicadores antecedentes da economia também subiu mais do que se esperava. O índice de atividade do Fed de Filadélfia, porém, ficou abaixo das previsões em janeiro, enquanto o componente de preços mostrou aceleração.

Câmbio
O dólar no balcão fechou cotado a R$ 1,673, com leve alta de 0,06%, interrompendo um sequência de três quedas. Entre a mínima e a máxima do dia, a moeda norte-americana oscilou de R$ 1,667 (-0,30%) a R$ 1,674 (+0,12%). Na BM&F, o pronto perdeu 0,16%, a R$ 1,6708.

Leilões
Pelo terceiro dia consecutivo, o Banco Central realizou dois leilões de compra de dólares. No primeiro, a taxa de corte foi definida em R$ 1,6721. No último, nos minutos finais da sessão, o corte ficou em R$ 1,6720.

Euro cai
Às 16h44, o euro caía a US$ 1,3453, de US$ 1,3474 no fim da tarde de ontem em Nova York. O dólar era cotado a 83,07 ienes, de 82,02 ienes ontem.

Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI março de 2011 (268.805 contratos) projetava 11,14%, de 11,16% no ajuste de ontem e o DI abril de 2011 (285.110 contratos) caía de 11,40% para 11,36%. O DI janeiro de 2012 (454.575 contratos) estava em 12,37%, de 12,42% ontem, e o DI janeiro de 2013 (253.590 contratos) passava de 12,71% para 12,72%. O DI janeiro de 2017 (25.845 contratos), estável, projetava 12,32%, e o DI janeiro de 2021 (6.550 contratos) marcava 12,30%, também estável.

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