MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
A Bovespa viveu ontem uma sessão pautada pelo otimismo moderado. Logo após a abertura, o principal índice à vista avançou até os 71 mil pontos, acompanhando o bom humor externo. Mas o fôlego foi curto e o Ibovespa trabalhou o restante da sessão com uma alta mais comedida. Mais uma vez os papéis da Vale se situaram entre os destaques de elevação.
Positivo
A Bolsa doméstica terminou o dia com variação positiva de 0,44%, aos 70.919,75 pontos. Na mínima, o índice registrou 70.612 pontos (estabilidade) e, na máxima, os 71.094 pontos (+0,69%). No mês e no ano, o índice acumula ganho de 2,33%. O giro financeiro negociado ontem somou R$ 6,060 bilhões.
Sinal externo
Segundo os profissionais deste mercado, a Bolsa acompanhou o sinal externo, onde expectativas positivas recaíam sobre o encontro de ministros de finanças da Europa. Os indicadores positivos e os leilões de dívida da Espanha e Grécia chamaram compras. As bolsas europeias subiram, com mais ímpeto do que as norte-americanas que. Às 18h17, o Dow Jones avançava 0,41%, o S&P 500, 0,17%, e o Nasdaq, 0,04%.
Vale/Petrobras
No Brasil, Vale continuou exibindo alta consistente: a ON avançou 1,25% e a PNA, 1,04%. As chuvas na Austrália continuam sendo citadas como justificativa para a alta dos preços do minério de ferro, beneficiando a empresa brasileira. Petrobras ON subiu 1,58% e PN, 0,98%. Na Nymex, o contrato do petróleo para fevereiro terminou em baixa de 0,17%, a US$ 91,38 o barril.
Ásia
Após a queda registrada na véspera, os mercados da Ásia apresentaram sinais distintos ontem. Houve presença de investidores em busca de ofertas de ocasião, especialmente no setor bancário. A Bolsa de Hong Kong fechou praticamente estável. A baixa na peso pesado Hutchison Whampoa, que perdeu 2,4%, acabou compensada pelos ganhos na produtora de alumínio Chalco, que saltou 5,5% com a expectativa de aumento no lucro líquido em 2010. O Hang Seng caiu apenas 0,01%, e terminou aos 24.153,98 pontos.
China
Depois das fortes baixas na segunda-feira, as Bolsas da China fecharam em ligeira alta, com os caçadores de barganhas procurando ações com valorização atrativa, como no caso dos bancos. O Xangai Composto subiu 0,1% e terminou aos 2.708,98 pontos, após perder 3% na véspera. O Shenzhen Composto ganhou 0,3% e encerrou aos 1.183,48 pontos. Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) avançou 0,7% e China Construction Bank adicionou 0,6%. Entre as mineradoras, Chalco teve alta de 0,7% e Shandong Gold-Mining disparou 2,6%.
Câmbio
O dólar balcão fechou cotado na máxima, a R$ 1,6770, com recuo de 0,36%. A divisa dos EUA operou durante todo o pregão no terreno negativo e chegou a bater na mínima de R$ 1,671 (-0,71%). Na BM&F, o pronto fechou cotado a R$ 1,6755 (-0,38%). Às 16h35, na clearing de câmbio da Bolsa, o volume de negócios registrado somava US$ 2,607 bilhões, sendo cerca de US$ 2,555 bilhões em D+2. No mercado futuro, às 16h37, o dólar para fevereiro recuava 0,27%, a R$ 1,6815.
Leilões BC
O recuo do dólar fez o Banco Central voltar a fazer dois leilões de compra de dólares, o que não ocorria desde o último dia 10. No primeiro, a taxa de corte foi definida em R$ 1,6727. No último, já na hora final do pregão, o corte foi de R$ 1,6758. Ainda segundo o BC, as reservas internacionais caíram US$ 129 milhões ontem, para US$ 290,632 bilhões, no conceito de liquidez internacional. Às 16h39, o euro era cotado a US$ 1,3373, de US$ 1,3296 no fim da tarde de anteontem em Nova York.
Juros
O número de contratos negociados no DI fevereiro de 2011, o primeiro a vencer após a decisão sobre a Selic amanhã, disparou. Ao término da negociação normal da BM&F, este vencimento movimentava 354.445 contratos, ante cerca de 20 mil ontem. A taxa ia de 11,03% para 11,06%. O DI abril de 2011 (185.455 contratos) estava em 11,37%, de 11,35% ontem. O DI janeiro de 2012 (236.895 contratos) projetava 12,41%, de 12,40% no ajuste de ontem e o DI janeiro de 2013 (292.575 contratos) indicava 12,73%, de 12,75% ontem. O DI janeiro de 2017 (28.080 contratos) caía de 12,39% para 12,34%.
(Agência Estado)





