Ibovespa

Depois de uma abertura em queda, decorrente do aumento da taxa do compulsório pelo Banco da China, o Ibovespa acabou virando e operando em alta no restante do pregão. O vencimento de opções sobre ações na próxima segunda-feira puxou para cima os preços dos papéis da Petrobras e da Vale e estes sustentaram o desempenho do índice.

Alta
O Ibovespa terminou o dia em alta de 0,31%, aos 70.940,22 pontos. Na semana, subiu 1,26%. No mês e no ano, acumula ganho de 2,36%. Ontem, o índice registrou 70.397 pontos na mínima (-0,46%) e 71.184 pontos (+0,65%) na máxima. O giro financeiro somou R$ 5,526 bilhões.

Petrobras
As ações da Petrobras tiveram desempenho melhor e subiram 0,89% na ON e 0,88% na PN. O petróleo, que caiu em boa parte da sessão, também acabou virando para cima à tarde, não oferecendo nenhuma resistência aos papéis da petrolífera brasileira. Na Nymex, o contrato para fevereiro terminou em alta de 0,15%, a US$ 91,54 o barril.

Vale
Vale ON subiu 0,44% e a PNA, 0,57%, em dia de fechamento misto no mercado de metais. Pela manhã, as commodities reagiram em baixa ao anúncio do Banco do Povo da China de que vai elevar a taxa do compulsório dos bancos em 0,50 ponto porcentual a partir de 20 de janeiro. A notícia chegou a afetar os negócios nas bolsas de um modo geral, mas depois os investidores foram dando espaço para outras informações, como os indicadores norte-americanos e os balanços.

Dow Jones
Nos EUA, às 18h20 de ontem, o Dow Jones avançava 0,45%, o S&P subia 0,59% e o Nasdaq tinha alta de 0,63%. Os balanços conhecidos entre anteontem e ontem deram fôlego aos negócios, depois dos dados mistos sobre a economia do país. Vieram bons os números de Intel e JPMorgan.

Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em queda, uma vez que a desvalorização do dólar estimulou realizações de lucros em ações de empresas exportadoras, como Canon e Olympus. O índice Nikkei 225 caiu 90,72 pontos, ou 0,9%, para 10.499,04 pontos. O sentimento do mercado durante a sessão foi misto, já que o balanço melhor do que o esperado da gigante norte-americana Intel se contrapôs aos dados fracos sobre a economia dos EUA, incluindo um inesperado aumento do número de pedidos de auxílio-desemprego na semana passada.

Câmbio
No fechamento, o dólar balcão terminou cotado a R$ 1,6860 (+1,02%), depois de bater na máxima de R$ 1,690 (+1,26%) logo na abertura do mercado. Neste ano, o dólar acumula alta de 1,32%. Na BM&F, o pronto acompanhou o movimento de alta, e fechou a R$ 1,6855 (+1,04%). Às 16h37, na clearing de câmbio da BM&F Bovespa, as negociações registradas somavam US$ 2,124 bilhões, sendo cerca de US$ 2,060 bilhões em D+2. No mesmo horário, o dólar para fevereiro no mercado futuro subia 0,74%, a R$ 1,6915.

BC
O BC não deixou de lado o mercado à vista. No leilão de compra de dólares realizado na última hora do pregão, a autoridade monetária definiu a taxa de corte em R$ 1,6847.

Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI março de 2011 (124.115 contratos) projetava 11,09%, de 11,07% no ajuste de ontem; o DI julho de 2011 (126.240 contratos) subia de 11,80% para 11,86%; o DI janeiro de 2012 (310.880 contratos) estava em 12,37%, de 12,29% ontem; e o DI janeiro de 2013 (296.200 contratos) avançava de 12,54% para 12,68%. Nos longos, o DI janeiro de 2017 (34.325 contratos) indicava 12,28%, de 12,19% ontem.

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