MERCADO FINANCEIRO
Melhora de humor
A Bovespa trabalhou o pregão todo em alta, influenciada pela melhora do humor no mercado externo, depois que o Japão se propôs a ajudar a Europa a sair da crise da dívida. Portugal também veio a público declarar que não precisa de ajuda externa, reforçando o clima positivo. Os investidores, no entanto, evitaram tomar posições ousadas.
Giro financeiro
O Ibovespa terminou o dia com elevação de 0,42%, aos 70.423,44 pontos. Na mínima, registrou 70.145 pontos (+0,03%) e, na máxima, 70.647 pontos (+0,74%). No mês e no ano, o índice acumula ganho de 1,62%. O giro financeiro totalizou R$ 6,429 bilhões.
Títulos
O ministro japonês das Finanças, Yoshihiko Noda, afirmou ontem que seu governo planeja comprar títulos da dívida da Europa a serem ofertados pelo Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês) neste mês. Isso trouxe otimismo aos negócios, mas os investidores não foram ousados, porque aguardam o resultado do leilão de bônus de Portugal, hoje. Ontem, o primeiro-ministro português, José Sócrates, avisou que o país não precisa de ajuda financeira externa.
Bolsas europeias
As bolsas europeias fecharam em alta, mesmo sinal que as norte-americanas exibiram o dia todo, embora, nestas, os ganhos tenham sido limitados pelos dados de estoques no atacado piores do que as projeções (-0,2% em novembro ante outubro; previsão de +0,9%). Às 18h21, o Dow Jones subia 0,24%, o S&P avançava 0,22% e o Nasdaq, 0,25%.
Bolsas asiáticas
A maioria dos mercados asiáticos encerrou os pregões no campo positivo ontem. A presença dos caçadores de ofertas, em particular no setor imobiliário, determinou o movimento das sessões. Este foi o caso da Bolsa de Hong Kong, que fechou em alta devido à presença de investidores em busca de ofertas de ocasião no setor imobiliário e aos ganhos nas petrolíferas chinesas por conta do aumento do preço do petróleo.
Imobiliárias
O Hang Seng subiu 1%, e terminou aos 23.760,34 pontos. Entre as imobiliárias, Cheung Kong disparou 2% e Sino Land saltou 3,2%. Cnooc avançou 2,3% e PetroChina ganhou 1,8%. A Bolsa de Xangai, na China, também foi impulsionada pelos caçadores de pechinchas nos setores imobiliário e bancário, com as expectativas de aumento das condições de liquidez no trimestre. O Xangai Composto subiu 0,4% e terminou aos 2.804,05 pontos.
Blue chips
No Brasil, as blue chips subiram, influenciadas pela alta dos metais e do petróleo. Vale ON avançou 1,05%, PNA, 0,80%, Petrobras ON, 0,96%, PN, 0,63%. Na Nymex, o contrato do petróleo para fevereiro terminou em alta de 2,08%, a US$ 91,11 o barril.
Câmbio
O dólar no balcão teve leve queda de 0,12%, cotado a R$ 1,6870. Entre a mínima e a máxima do dia, a moeda norte-americana oscilou de R$ 1,6860 (-0,18%) a R$ 1,6910 (+0,12%). Na BM&F, o pronto fechou perto da estabilidade, com leve alta de 0,02%, a R$ 1,6880.
Mercado futuro
Às 16h33, no mercado futuro, o dólar para fevereiro tinha recuo de 0,21%, valendo R$ 1,6940. No único leilão do dia, o Banco Central comprou dólares com taxa de corte de R$ 1,6874. Às 16h35, o euro valia US$ 1,2965, de US$ 1,2952 no fim da tarde de ontem em Nova York. O dólar era cotado a 83,27 ienes, de 82,71 ienes anteontem.
Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI fevereiro de 2011 (137.510 contratos) estava estável em relação ao ajuste anterior, projetando 10,87% (mínima intraday); e o DI abril de 2011 (145.385 contratos) estava em 11,25%, de 11,27% no ajuste de anteontem. O DI janeiro de 2012 (132.680 contratos) caía de 12,28% para 12,23%; e o DI janeiro de 2013 (93.715 contratos) recuava a 12,49%, de 12,55% anteontem. O DI janeiro de 2017 (13.775 contratos) indicava 12,11%, de 12,15% anteontem.
(Agência Estado)





