MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
A Bovespa não conseguiu sustentar durante toda a sessão o sinal positivo da abertura. O resultado do payroll desagradou em partes e, no meio da tarde, uma notícia envolvendo dois pedidos de execução de hipotecas feitos pelos bancos U.S. Bancorp e Wells Fargo pesou sobre as ações de bancos em Wall Street e levou a Bolsa doméstica a renovar as mínimas. Os papéis dos bancos também seguiram em queda internamente, ainda reagindo à medida anunciada ontem pelo BC.
Ibovespa
O Ibovespa terminou ontem em baixa de 0,74%, aos 70.057,20 pontos. Na mínima do dia, registrou 69.718 pontos (-1,22%) e, na máxima, 70.783 pontos (+0,29%). Na semana, no mês e no ano, acumulou alta de 1,09%. O giro financeiro totalizou R$ 5,246 bilhões.
Trabalho
O relatório do mercado de trabalho norte-americano mostrou criação menor de vagas do que o previsto (103 mil ante 150 mil), mas trouxe taxa de desemprego melhor (9,4% ante 9,7%). Além disso, revisou os dados de novembro de +39 mil para +71 mil. Assim, os investidores ficaram indecisos sobre qual viés seguir e o mercado passou um bom tempo de lado, com ligeira baixa.
Perdas
No entanto, os índices acionários ampliaram as perdas, depois da notícia de que dois pedidos de execução de hipotecas feitos pelos bancos U.S. Bancorp e Wells Fargo foram considerados inválidos pela Corte Suprema do Estado de Massachussets. Às 18h20 de ontem, o Dow Jones caía 0,22%, o S&P recuava 0,24%, e o Nasdaq, 0,33%.
Europa
Os investidores também monitoraram ontem a situação da Europa, já que voltaram as preocupações com as dívidas dos países da região. Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em queda.
Brasil
No Brasil, os papéis de bancos continuaram em queda, ainda reagindo à medida do Banco Central de criar um compulsório para a posição vendida de câmbio. Bradesco PN perdeu 1,69%, Itaú Unibanco PN, 2,45%, Banco do Brasil ON, 2,37%, e Santander unit, 1,31%.
Queda
Vale e Petrobras também fecharam em baixa, no mesmo sinal das commodities metálicas e petróleo. Na Nymex, o contrato com vencimento para fevereiro encerrou a US$ 88,03, em baixa de 0,40%. Petrobras ON perdeu 1,48% e PN, 1,40%. Vale recuou 0,75% na ON e 0,82% na PNA.
Câmbio
No fechamento, o dólar balcão caiu 0,18%, a R$ 1,6840. Entre a mínima e a máxima, variou de R$ 1,678 (-0,53%) a R$ 1,691 (+0,24%). Na primeira semana do ano, o ganho acumulado foi de 1,20%. Na BM&F, o dólar pronto teve leve ganho de 0,01%, a R$ 1,6866. Às 16h49 de ontem, a clearing de câmbio da Bolsa registrava negócios da ordem de US$ 2,578 bilhões, sendo US$ 1,826 bilhão concentrados em D+2.
Mercado futuro
No mercado futuro, às 16h51 de ontem, o dólar para fevereiro tinha pequena variação negativa de 0,18%, cotado a R$ 1,6915. No mesmo horário, os quatro vencimentos negociados - com apenas um em queda e três em alta - movimentavam US$ 12,175 bilhões. Desse montante, US$ 12,065 bilhões estavam concentrados no vencimento de fevereiro. Às 17h18, o euro caia para US$ 1,2937, de US$ 1,3009 no fim da tarde de ontem. O dólar valia 83,00 ienes, de 83,36 ienes ontem.
Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI abril de 2011 (298.750 contratos) subia de 11,19% no ajuste de ontem para 11,23%; o DI julho de 2011 (133.690 contratos) avançava de 11,66% para a máxima de 11,72%; e o DI janeiro de 2012 (271.605 contratos) estava na máxima de 12,19% (máxima), de 12,10% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2013 (149.210 contratos) disparava 12,44% (máxima), de 12,31% no ajuste de ontem; o DI janeiro de 2017 (14.475 contratos) avançava a 12,05%, de 11,90% ontem; o DI janeiro de 2021 (620 contratos) estava em 12,03% (máxima), de 11,88% no ajuste anterior.
(Agência Estado)





