MERCADO FINANCEIRO
Pregão elevado
A Bovespa teve um bom início de ano, com um pregão todo em elevação, acompanhando o bom humor que conduziu os negócios no mercado externo. Os ganhos domésticos, no entanto, perderam fôlego ao longo do dia e os 70 mil pontos, praticamente certos até o início da tarde, ficaram novamente na promessa.
Ibovespa
O Ibovespa avançou 0,95% ontem, aos 69.962,32 pontos, maior nível desde 19 de novembro de 2010 (70.898 pontos). Na mínima, registrou 69.305 pontos (estabilidade) e, na máxima, os 70.471 pontos (+1,68%). Por ser o primeiro pregão do ano, as variações de janeiro e de 2011 são as mesmas de ontem. O volume financeiro totalizou R$ 5,583 bilhões.
Bons indicadores
Os investidores reagiram aos bons indicadores que abriram o ano, na China, Europa e Estados Unidos: o ISM industrial e os gastos com construção, nos EUA, a atividade manufatureira na zona do euro, além da atividade industrial da China no mês passado.
Valorização
Os números levaram as commodities para cima e permitiram que Vale e siderúrgicas conduzissem a alta do Ibovespa. Vale ON terminou o dia com valorização de 2,96% e a PNA, de 2,89%. Os papéis também foram influenciados pela expectativa de aumento do minério de ferro no primeiro trimestre, de cerca de 10%, e pelos indícios de que Roger Agnelli continuará à frente do comando da companhia.
Alta acumulada
Gerdau PN subiu 2,03%, Metalúrgica Gerdau PN, 2,43%, CSN ON avançou 2,36% e Usiminas PNA, 0,10%. Petrobras devolveu parte da alta acumulada nos últimos sete pregões e caiu: 0,82% na ON e 1,06% na PN. Na Nymex, o contrato do petróleo para fevereiro subiu 0,18%, a US$ 91,55 o barril. Nos EUA, Dow Jones avança 0,82%, o S&P sube 1,08% e o Nasdaq, 1,36%.
Câmbio
Na BM&F, o pronto fechou no vermelho, em queda de 0,84%, a R$ 1,6490. O volume de negócios registrado na clearing de câmbio da BM&F ficou em US$ 2,752 bilhões, com cerca de US$ 2,432 bilhões concentrados em D+2. O dólar futuro com vencimento em fevereiro caiu a R$ 1,6605 (-0,69%), tendo movimentado US$ 12,842 bilhões. No total, os sete contratos negociados até as 16h37 - todos em baixa -, movimentaram US$ 12,928 bilhões.
Na Europa
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em alta ontem, impulsionados pela divulgação de indicadores positivos sobre a atividade industrial nos Estados Unidos e na zona do euro, que fortaleceram a confiança dos investidores. Segundo um operador, ''os preços também se recuperaram do declínio de sexta-feira. Há otimismo sobre 2011''.
Leilões
O Banco Central voltou a fazer dois leilões de compra de dólares ontem. No primeiro deles, já no início da tarde, a taxa de corte foi de R$ 1,6520. Quase no fechamento do pregão, o BC voltou ao mercado e a taxa de corte foi de R$ 1,6498. O euro estava praticamente estável ante a moeda norte-americana, a US$ 1,3381, de US$ 1,3385 no fim da tarde de sexta-feira. O dólar avançava a 81,59 ienes, de 81,16 na sexta-feira.
Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2012 (159.670 contratos) marcava 12,02%, de 12,04% na quinta-feira, e o DI janeiro de 2013 (90.270 contratos) caía de 12,27% para 12,21%. Entre os vencimentos mais curtos, o DI fevereiro de 2011 (30.570 contratos) estava em 10,82%, de 10,77% no ajuste da quinta-feira, e o DI abril de 2011 (132.420 contratos) estável, apontava 11,15%. Nos longos, o DI janeiro de 2017 (9.075 contratos) regredia para 11,77%, de 11,89%, e o DI janeiro de 2021 passava para 11,75%, de 11,90%, com volume de 740 contratos.





