MERCADO FINANCEIRO
Divergentes
O investidor optou por ficar de fora da Bolsa de Valores na véspera do final de semana prolongado. E assim como nos demais mercados, o índice de ações brasileiro oscilou sem firmar uma tendência. No front externo, a bateria de indicadores da economia americana divulgada ontem mostrou direções divergentes, e no campo da economia doméstica, o Banco Central confirmou o encarecimento do crédito para o consumidor.
Ibovespa
O Ibovespa, que refletiu as ações mais negociadas, subiu apenas 0,02% no encerramento das operações, marcando 68.485 pontos. O giro financeiro foi de apenas R$ 3,5 bilhões, muito abaixo da média do mês (R$ 6,8 bilhões/dia).
As Bolsas americanas até fecharam mais cedo ontem e o índice Dow Jones, uma referência mundial para os investidores, mal saiu do lugar (alta de 0,04%).
Petrobras
As ações da Petrobras, que responderam por mais de 10% do giro total, ajudaram no fechamento levemente positivo de ontem. A ação preferencial, com giro superior a R$ 300 milhões, valorizou 0,11%, enquanto a ordinária ficou 0,17% mais cara.
Estados Unidos
O dólar comercial foi cotado por R$ 1,696, em um avanço de 0,11%. A taxa de risco-país marca 177 pontos, número 0,56% acima da pontuação anterior. Nos EUA, o US Census Bureau (órgão de estatísticas americano) informou que o volume de encomendas de bens duráveis encolheu 1,3% no mês de novembro, em um desempenho pior do que o esperado pelo mercado financeiro (economistas estimavam contração em torno de 0,6%).
Auxílio-desemprego
Ainda nos EUA, o total de pedidos iniciais pelos benefícios do auxílio-desemprego caiu de 423 mil para 420 mil nas duas últimas semanas, conforme revelou o Departamento de Trabalho. Analistas projetavam uma redução em torno de mil registros.
Imóveis
As vendas de imóveis novos nos EUA cresceram 5,5% em novembro. Em outubro, a comercialização de casas havia recuado para seu ponto mais baixo de 47 anos. O total de imóveis negociados no ano chegou a 290 mil no mês passado, abaixo das expectativas (300 mil).
Portugal
A agência Fitch rebaixou o ''rating'' (nota de risco de crédito) de Portugal, um dos vários países europeus às voltas com pesados déficits públicos e sob desconfiança dos mercados. A Fitch ressaltou as dificuldades do país em levantar recursos na praça financeira e assim, rolar suas dívidas.
Brasil
O Banco Central informou que a taxa média de juros para pessoa física recuou para seu menor patamar desde 1994, em 39,1% ao ano, com a queda no ''spread'' bancário (diferença entre custos de captação e o ganho dos bancos).
Câmbio
A taxa de câmbio doméstico pouco se mexeu na rodada pré-recesso de Natal, embora o giro de negócios tenha aumentado em relação ao expediente de anteontem. A BM&F contabilizou um volume de US$ 2,8 bilhões (dado preliminar) na sessão de ontem, em seu mercado de dólar à vista, ante US$ 1 bilhão registrado anteontem, ambos abaixo da média de US$ 4 bilhões da semana passada.
Leilão
Até o Banco Central, que anteontem se ausentou dos negócios, voltou a ''bater ponto'' no mercado com seu habitual leilão para compra de moeda. Próximo das 16h (hora de Brasília), o BC aceitou ofertas por R$ 1,6966 (taxa de corte).
O dólar comercial foi mantido em R$ 1,696, a mesma cotação de anteontem, após oscilar entre R$ 1,702 e R$ 1,696. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi trocado por R$ 1,800 para venda e por R$ 1,640 para compra.
Contenção
No front doméstico, o BC informou que as taxas médias de juros para consumidores praticadas em novembro cederam para o menor nível em 16 anos, mas voltaram a subir no início deste ano mês, sob o efeito das medidas recentes de contenção do crédito.
(Agência Folha)





