Esfriamento
Em uma semana mais curta, devido ao recesso de Natal, o mercado de câmbio começou a mostrar sinais de ''esfriamento'' das atividades ontem. Conforme os números da BM&F (no segmento de negócios à vista), o valor contratado caiu de US$ 3,67 bilhões na sexta-feira para US$ 2,21 bilhões (dado preliminar) nas operações de ontem.

Esvaziada
Uma parcela importante do setor empresarial, a exemplo de filiais de grandes multinacionais, costuma entrar em regime de férias coletivas nesta semana. A agenda econômica também foi bastante esvaziada, sem maiores destaques no front externo. Internamente, o boletim Focus mostrou um roteiro conhecido: as projeções para a inflação de 2011 voltaram a subir - o IPCA previsto passou de 5,21% para 5,29% - enquanto os prognósticos para a taxa de câmbio foram mantidas em R$ 1,70 (2010) e R$ 1,75 (2011).

Oscilação
Nesse contexto, o dólar comercial foi cotado por R$ 1,708 nas últimas operações de ontem (baixa de 0,4%), após oscilar entre R$ 1,713 e R$ 1,708. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado por R$ 1,800 para venda e por R$ 1,640 para compra.

Juros futuros
No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas projetadas ficaram estáveis em boa parte dos contratos mais negociados. No contrato para julho de 2011, a taxa projetada foi mantida em 11,39%; para janeiro de 2012, a taxa prevista passou de 11,86% para 11,89%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa projetada permaneceu em 12,32%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

Perdas
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) teve o seu sétimo pregão de perdas nos 14 dias úteis deste mês, anulando os (parcos) ganhos acumulados em dezembro até a semana passada. Em uma semana mais curta (devido ao recesso de Natal), mas tensa por conta de agenda econômica ''carregada'' e um cenário externo conturbado, o investidor optou por vender seus ativos, mantendo o índice Ibovespa na faixa dos 67 mil pontos, um dos menores níveis deste ano.

Ibovespa
O índice Ibovespa, que reflete os preços das ações mais negociadas, retrocedeu 1,06% no fechamento, aos 67.263 pontos. Neste mês, a Bolsa acumula desvalorização de 0,65%. No ano, a retração é de 1,9%. O volume foi de R$ 10,6 bilhões.

Giro
O giro foi inflado pelo vencimento de opções marcado para ontem, que sozinho movimentou R$ 2,99 bilhões, motivo pelo qual a Bolsa também pode ter caído com força nesta segunda. ''Acho que o mercado de hoje (ontem) foi muito influenciado pelo vencimento de opções. Realmente, não tem dinheiro para tudo. E alguns investidores tiveram que vender papéis porque muitas opções foram exercidas desta vez'', comenta Antonio Celso Amarante, analista da Senso Corretora.

Contratos
Opções são contratos em que se negociam direitos de compra ou de venda de um ativo financeiro (no caso de ontem, ações). Por conta desses vencimentos, o mercado tende a ficar mais volátil, principalmente no caso das ações mais visadas. O caso clássico são os papéis da Vale e da Petrobras, que sempre ''protagonizam'' os contratos de opções mais negociados. A ação preferencial da mineradora perdeu 0,12% enquanto a ação de mesmo tipo da petrolífera recuou 1,42%.

Risco-país
O dólar comercial foi cotado por R$ 1,708, em queda de 0,40%. A taxa de risco-país marca 173 pontos, número 10,8% abaixo da pontuação anterior.
Entre as principais notícias do dia, o boletim Focus, elaborado pelo Banco Central, revelou que o mercado financeiro continua a projetar uma inflação ainda mais alta para este ano e 2011. PAra 2010, o IPCA previsto subiu de 5,85% para 5,88%, e para 2011, de 5,21% para 5,29%. A estimativa para o dólar ao final deste ano permaneceu em R$ 1,70 e, para 2011, em R$ 1,75.
(Agência Folha)

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