MERCADO FINANCEIRO
Em alta
A Bovespa interrompeu ontem três pregões seguidos no vermelho e terminou em alta, puxada pelo ganho consistente das ações da Petrobras. O vencimento de opções sobre ações na próxima segunda-feira se sobrepôs ao noticiário externo, no qual a principal notícia foi o rebaixamento da Irlanda pela Moody's, mas que contou ainda com um alerta do Fundo Monetário Internacional sobre a situação da economia irlandesa e o risco de contágio para outros países.
Avanço
O Ibovespa avançou 1%, aos 67.981,22 pontos, máxima pontuação do dia. Na mínima, registrou 66.948 depois de oscilar da mínima de 66.948 pontos (-0,53%). Na semana, o índice à vista acumulou baixa de 0,52%, mas, no mês, virou e agora tem alta de 0,41%. No ano, a Bovespa registra perda de 0,88%. O giro financeiro somou R$ 5,716 bilhões. Os dados são preliminares.
Sem rumo
Petrobras foi a estrela do pregão ontem, com ganhos superiores a 2%. A ação ON avançou 2,32% e a PN, 2,33%. Vale, que também brilha no exercício, fechou sem rumo definido: a ON subiu 0,26% e a PNA caiu 0,08%. No exterior, os metais fecharam em alta, mesmo sinal do petróleo. Na Nymex, o contrato para janeiro terminou a US$ 88,02, com variação positiva de 0,36%.
No negativo
Nos EUA, as bolsas iniciaram o pregão no negativo, mas apenas o Dow Jones insistiu em continuar no vermelho. Às 18h23, este índice operava quase estável, com ligeira baixa de 0,08%. O S&P avançava 0,12% e o Nasdaq, 0,35%. Ontem foi dia de ''quadruple witching'' - vencimento simultâneo de opções e futuros de ações e de índices nos EUA -, o que também trouxe volatilidade à sessão.
Negócios
A Moody's anunciou ontem o rebaixamento em cinco níveis a nota da Irlanda, além de mantê-la com perspectiva de nova redução. Outra notícia que influenciou os negócios, sobretudo na Europa, veio do FMI, que alertou para o risco de contágio da Irlanda em outras economias, como Espanha, Grécia, Portugal, podendo chegar até mesmo aos Estados Unidos e ao Reino Unido. As bolsas europeias caíram.
Câmbio
No fechamento, o dólar à vista subiu 0,76%, para R$ 1,7150 no balcão, e 0,81%, para R$ 1,7144 na BM&F. No mercado futuro às 16h38, o dólar janeiro de 2011 projetava avanço de 0,53%, cotado a R$ 1,718, com um volume negociado de cerca de US$ 14,055 bilhões, de um total transacionado com seis vencimentos - todos em alta - de US$ 14,368 bilhões.
Banco Central
No único leilão vespertino de ontem, o Banco Central comprou dólares com taxa de corte de R$ 1,7145. Às 16h41, o euro operava em forte queda de 0,93%, a US$ 1,3166, de US$ 1,3224 no fim da tarde de anteontem em Nova York e de uma mínima intraday de US$ 1,3132; o dólar subia a 84,97 ienes, de 84,06 ienes ontem.
Juros
Ao término da sessão regular, o DI para abril 2011 subiu a 11,03%, ante 10,94% no ajuste, com 141.240 contratos; o DI julho 2011 subiu a 11,39%, ante 11,37% no ajuste (93.510 contratos; o DI janeiro 2012 avançou para 11,86%, de 11,82% no ajuste (144.595 contratos); janeiro 2013 ficou em 12,31%, ante 12,32% no ajuste (73.415 contratos) e o DI janeiro 2014 recuou a 12,28%, de 12,30% (13.275 contratos) e o janeiro 2017 recuou a 12,17%, ante 12,19 no ajuste (26.050 contratos).
Bolsas europeias
Os principais índices do mercado de ações europeu fecharam em queda nesta ontem, pressionados pelo fraco desempenho dos papéis do setor bancário diante do ressurgimento das preocupações com as dívidas soberanas de membros da União Europeia, especialmente após a Irlanda ter seu rating rebaixado pela Moody's.
Stoxx Europe
O índice pan-europeu Stoxx Europe 600 fechou em baixa de 1,23 ponto, ou 0,44%, a 276,36 pontos. O índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, caiu 9,37 pontos, ou 0,16%, para 5.871,75 pontos. Na Bolsa de Paris, o CAC 40 recuou 21,01 pontos, ou 0,54%, para 3.867,35 pontos.
(Agência Estado)





