MERCADO FINANCEIRO
Sem recuperação
A Bovespa até ensaiou uma recuperação na abertura, mas não se sustentou e terminou em queda pela terceira sessão consecutiva. O principal índice doméstico se descolou das Bolsas norte-americanas - onde o sinal preponderante foi positivo - e recuou mais de 1% no pior momento, quase perdendo o nível de 67 mil pontos. Os especialistas do mercado apontaram o vencimento de opções sobre ações na próxima segunda-feira como justificativa para tal comportamento.
No vermelho
O Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,83%, aos 67.306,39 pontos. Na mínima, registrou 67.138 pontos (-1,08%) e, na máxima, atingiu 68.377 pontos (+0,75%). Nestes três dias seguidos no vermelho, recuou 2,63%. No mês, acumula queda de 0,59% e, no ano, de 1,87%. O giro financeiro negociado totalizou R$ 6,795 bilhões.
Espremida
Segundo os profissionais do mercado, a Bovespa operou ontem espremida entre dois vencimentos, o de índice, quarta-feira, e o de opções sobre ações na segunda-feira e isso acabou promovendo esse descolamento, com a queda do índice. Além disso, os investidores ainda estão cautelosos com a crise de dívida na Europa e aguardam o resultado do encontro dos líderes da União Europeia em Bruxelas, que termina hoje. A reunião vai servir para discussões sobre formas de tentar evitar e responder a futuras crises da dívida na zona do euro.
No azul
Nos EUA, as bolsas trabalharam a maior parte do dia no azul, ajudadas por alguns indicadores favoráveis. Às 18h24, o Dow subia 0,30%, o S&P avançava 0,44% e o Nasdaq, 0,63 %. Foram bons o número de pedidos de auxílio-desemprego e a atividade industrial do Fed da Filadélfia. Por outro lado, a construção de residências iniciadas nos EUA subiu menos do que o previsto em novembro.
Bolsas europeias
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em território positivo ontem, em sua maioria, mas permaneceram perto da estabilidade, refletindo a cautela dos investidores antes do desfecho da reunião do Conselho Europeu, que durará dois dias e deve trazer mais definição sobre o mecanismo de financiamento para países da região que passarem por dificuldades financeiras.
Câmbio
No fechamento, o dólar à vista subiu 0,18%, para R$ 1,7020 no balcão, e 0,04%, para R$ 1,7006 na BM&F. O giro financeiro total registrado na clearing de câmbio até 16h40 somava cerca de US$ 3,593 bilhões (US$ 3,310 bilhões em D+2). A título de comparação, quarta-feira, o giro financeiro total somou cerca de US$ 3,198 bilhões e US$ 3,457 bilhões na terça-feira.
Mercado futuro
No mercado futuro às 16h40, o dólar janeiro de 2011 projetava queda de 0,44%, cotado a R$ 1,708, com um volume negociado de cerca de US$ 12,745 bilhões, de um total transacionado com quatro vencimentos - todos em alta - de US$ 12,811 bilhões. No único leilão vespertino ontem, o Banco Central comprou dólares com taxa de corte de R$ 1,7010.
Euro
Às 16h44, o euro estava praticamente estável, com leve alta de 0,05%, a US$ 1,3220, de US$ 1,3213 ontem e de uma mínima intraday de US$ 1,3181; o dólar caia a 84,19 ienes, de 84,21 ienes quarta-feira.
Juros
O DI com vencimento em julho de 2011 ficou praticamente estável, fechando a negociação normal em 11,37%, ante 11,36% no ajuste, com 194.005 contratos. O DI abril 2011 subiu a 10,94%, ante 10,92% no ajuste, com volume grande negociado, de 482.750 contratos. O DI janeiro 2013 ficou em 12,32%, de 12,33% no ajuste (159.690 contratos), e o janeiro 2014 cedeu para 12,28%, ante 12,30% no ajuste (21.000 contratos). O DI janeiro 2017 cedeu para 12,18%, de 12,20% (23.845 contratos) e o janeiro 2021, subiu para 12,27%, ante 12,21% (4.110 contratos).
(Agência Estado)





