Risco
A notícia de que a Moody's colocou o rating da Espanha em revisão para possível rebaixamento, logo no começo do dia, reforçou o sentimento de aversão ao risco nos mercados globais. Por aqui, o vencimento do Ibovespa futuro e de opções sobre o índice potencializou a queda do mercado acionário. O pessimismo no exterior derrubou a cotação das commodities, impactando negativamente nas ações das produtoras brasileiras de matérias-primas.

No negativo
O Ibovespa, que operou durante todo o dia no terreno negativo, registrou queda de 1,27%, aos 67.870,14 pontos. Na mínima, o índice caiu 1,50%, aos 67.771 pontos. O volume financeiro somou R$ 8,34 bilhões, inflado por uma operação direta de compra e venda das ações da CCR e pelo vencimento de Ibovespa futuro e de opções sobre o índice.

Nova York
Em Nova York, o salto do índice de atividade do setor de manufatura em Nova York, para 10,57 em dezembro, de -11,14 em novembro e o crescimento ligeiramente acima do esperado da produção industrial nos EUA no mês passado, em +0,4% ante previsão de +0,3%, ajudaram momentaneamente os mercados norte-americanos, que voltaram a perder força ao longo da tarde de ontem.

Afrouxamento
Do lado da inflação, o avanço dentro do esperado do índice de preços ao consumidor (CPI) em novembro reforçou a visão de que o Federal Reserve não precisará lançar uma terceira rodada de afrouxamento quantitativo em breve, conforme vinham especulando alguns agentes. Às 18h27, o índice Dow Jones operava em alta de 0,07%, enquanto o S&P 500 cedia 0,26%. O Nasdaq recuava 0,23%.

União Europeia
Na Europa, o Parlamento da Irlanda aprovou o pacote de ajuda ao país oferecido por União Europeia (UE) e Fundo Monetário Internacional (FMI). Este último, por sinal, anunciou que seu Conselho deverá votar hoje sobre a contribuição de 22,5 bilhões de euros da instituição para o pacote de assistência financeira para a Irlanda.

Metais
Na Bovespa, a queda dos metais básicos colaborou para um novo recuo de mineradoras e siderúrgicas. Vale PNA caiu 0,77% e Vale ON recuou 1,53%. Ainda no setor, MMX ON recuou 2,04%. Entre as siderúrgicas, CSN ON liderou as perdas entre os pares do setor, com queda de 3,36%. Usiminas ON teve baixa de 2,84% e Usiminas PNA cedeu 2,25%; Gerdau PN caiu 1,39% e Gerdau Metalúrgica PN recuou 1,03%.

Petróleo
Outra gigante da Bolsa, Petrobras PN caiu 1,78% e Petrobras ON recuou 1,86%. O papel ON da outra petrolífera, a OGX, teve baixa de 2,08%. A queda das cotações foi na direção contrária ao preço do barril do petróleo, que subiu em Nova York após a informação de que os estoques norte-americanos da commodity tiveram uma redução de 9,854 milhões de barris na semana passada.

Quedas
As maiores quedas do dia, no entanto, ficaram com as empresas do setor de construção civil. MRV ON cedeu 5,62%, seguida por Cyrela ON, em baixa de 4,55%. PDG Realty ON, por sua vez, caiu 4,16%.

Altas
Na ponta positiva, os destaques de altas ficaram com Klabin PN (+3,05%), Ambev PN (+1,89%), Gol PN (+1,34%), Braskem PNA (+1,08%) e Cosan ON (+1,02%).

Câmbio
No fechamento, o dólar à vista subiu 0,35%, para R$ 1,6990 no balcão, e 0,41%, para R$ 1,700 na BM&F. O giro financeiro total registrado na clearing de câmbio até 16h38 somava apenas cerca de US$ 2.661 bilhões (US$ 2,303 bilhões em D+2). A título de comparação, anteontem, o volume financeiro totalizou cerca de US$ 3,457 bilhões e, na segunda-feira, cerca de US$ 4,720 bilhões.

Mercado futuro
No mercado futuro às 16h43, o dólar janeiro de 2011 projetava alta de 0,21%, cotado a R$ 1,7075, com um volume negociado de cerca de US$ 9,421 bilhões, de um total transacionado com quatro vencimentos - todos em alta - de US$ 9,521 bilhões.
(Agência Estado)

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