Recuperação
A ausência de notícias ruins e a decisão chinesa de não aumentar a taxa de juros, por enquanto, foram o estopim para a recuperação do Ibovespa neste início de semana, com o apetite pelo risco voltando gradativamente As commodities ganharam novo impulso no mercado internacional, favorecendo os papéis das duas maiores empresas da Bolsa brasileira: Vale e Petrobras Além disso, as siderúrgicas também tiveram ganhos consistentes

Em alta
O Ibovespa fechou o dia em alta de 1,15%, aos 69126,32 pontos, oscilando entre os 68342 pontos (estável), na mínima, e os 69221 pontos (+1,29%), na máxima O volume financeiro totalizou R$ 5,59 bilhões em negócios

Gatilho
O principal gatilho para o movimento de compras na Bovespa veio da China Durante o fim de semana, Pequim decidiu não alterar a taxa básica de juros do país, mesmo após a inflação ao consumidor subir 5,1% em novembro, em base anual, atingindo o porcentual mais elevado desde julho de 2008, com forte pressão dos alimentos O gigante asiático, no entanto, colocou como prioridade do governo a estabilidade de preços e reiterou que implementará uma política fiscal ativa e uma política monetária prudente no próximo ano, com esforços para que o yuan se situe em um nível razoável

China
No sábado, a China anunciou que sua produção industrial de valor agregado em novembro subiu 13,3% em relação ao ano anterior, acima da média prevista de 13% e maior do que o aumento de 13,1% registrado em outubro As vendas no varejo de novembro subiram 18,7% na comparação com o ano anterior

Vale
Diante deste cenário, as ações da Vale seguiram a valorização dos metais na Bolsa de Londres Os papéis ON avançaram 2,50%, enquanto Vale PNA subiu 1,84% As siderúrgicas também mantiveram a trajetória de recuperação iniciada neste mês Usiminas ON (+4,50%) teve a terceira maior alta do dia O papel PNA da siderúrgica avançou 3,86% Gerdau PN teve alta de 3,02% e Gerdau Metalúrgica ganhou 3,35%, enquanto CSN ON subiu 4,08%

Petrobras
As ações da Petrobras também acompanharam a alta do petróleo no mercado internacional O papel ON teve avanço de 1,27% e o PN, de 0,82% Ontem, o diretor financeiro da estatal de petróleo, Almir Barbassa, afirmou que a companhia já concluiu as captações que esperava fazer neste ano, em um total entre US$ 15 bilhões e US$ 16 bilhões

Baixas
As maiores baixas ficaram com MMX ON (-4,28%), Brasil Ecodiesel ON (-3,77%), seguidas por Cosan ON (-1,53%)

Dow Jones
Nos Estados Unidos, as bolsas também registravam ganhos devido à melhora do ambiente global Às 18h21, o índice Dow Jones subia 0,43%, enquanto o S&P 500 avançava 0,28% Já o Nasdaq tinha leve baixa de 0,08%

Câmbio
O dólar no mercado doméstico voltou a furar R$ 1,70 na sessão vespertina para encerrar na mínima do balcão, de R$ 1,697 (-0,93%) Na BM&F, o pronto também terminou abaixo desse piso informal, cotado a R$ 1,6995 (-0,90%), após ceder até R$ 1,6993 (-0,92%) No mercado futuro às 16h37, o dólar com vencimento em 1º de janeiro de 2011 era cotado a R$ 1,7045, em baixa de 0,61%, após recuar até esse horário a R$ 1,7035 (-0,67%)

Euro
Às 17 horas, o euro subia a US$ 1,3418, de US$ 1,3229 no fim da tarde de sexta-feira O dólar caía a 83,26 ienes, de 83,90 ienes anteriormente

Juros
Ao término da negociação normal, entre os contratos curtos, o DI de fevereiro de 2011 caiu para 10,70%, de 10,72% no ajuste de sexta-feira, com 9020 contratos; o DI de abril 2011 cedeu para 10,96%, de 10,99% no ajuste, com 117835 contratos; o DI de julho 2011 recuou para 11,43%, de 11,47% (90890 contratos); e o DI janeiro 2012 fechou em baixa, a 11,89%, de 11,94%, com 196455 contratos

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