Sem força
Depois de superar os 70500 pontos pela manhã, o Ibovespa foi perdendo força e não conseguiu sustentar a alta, fortemente impactado pela queda das ações da Petrobras Apesar de as preocupações sobre as economias europeia e norte-americana terem sido minimizadas no começo do dia, a reversão de alta do petróleo, que chegou a bater em US$ 90,76 por barril em Nova York, e as notícias envolvendo as licitações de sondas da Petrobras ajudaram a derrubar os papéis da petrolífera, o que provocou as perdas do índice à vista na Bovespa justamente no fim do pregão

Ibovespa
O Ibovespa fechou na mínima do dia, em baixa de 0,31%, aos 69337,64 pontos, bem distante da pontuação máxima, aos 70589 pontos, com ganhos de 1,49% O volume financeiro, no entanto, ganhou mais fôlego e somou R$ 6,01 bilhões

Estímulos
Os investidores iniciaram o dia com mais apetite pelo risco e dois fatores principais explicavam o ânimo As mensagens sobre estímulos econômicos nos EUA, com a prorrogação da isenção de impostos para toda a população, e o otimismo em relação à possível aprovação do orçamento irlandês - o que abriria espaço para que o país receba o pacote de socorro de União Europeia e Fundo Monetário Internacional - fizeram com que a abundância de liquidez mundial buscasse ativos de maior risco

Petrobras
A perda de fôlego das ações da Petrobras, no início da tarde d eontem, comprometeu totalmente o rali nos negócios da Bolsa A queda dos papéis se acelerou depois que o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, confirmou que a estatal desclassificou dois concorrentes no processo de licitação para a contratação de 28 sondas de perfuração de áreas exploratórias de petróleo de mais de 3 mil metros de profundidade

Petróleo
Em Nova York, o barril de petróleo fechou em baixa de 0,77%, cotado a US$ 88,69, após superar a marca de US$ 90 por barril pela primeira vez desde a crise de 2008, no intraday Diante deste cenário, as ações PN da estatal petrolífera caíram 1,97%, enquanto os papéis ON cederam 2,47%, ambos fechando na mínima do dia As ações da Vale também inverteram o sinal no fim do pregão, contribuindo ainda mais para as perdas do Ibovespa Os papéis PN da mineradora caíram 0,23% e as ON tiveram perdas de 0,06%

Câmbio
O dólar no mercado doméstico amparou-se na retomada dos dois leilões de compra do Banco Central para subir e interromper a trajetória de seis quedas consecutivas em relação ao real, que resultaram em perdas de 2,89% no período
No fechamento, o dólar no balcão foi cotado a R$ 1,6810, com ganho de 0,12%, enquanto na BM&F encerrou na máxima de R$ 1,6816, em alta de 0,15% O giro financeiro registrado até 16h36 na Clearing de Câmbio da BM&FBovespa somava US$ 1,832 bilhão, dos quais US$ 1,431 bilhão em D+2

Mercado futuro
No mercado futuro, o dólar janeiro de 2011 subia 0,15%, para R$ 1,6880, com um volume financeiro de US$ 12,184 bilhões O euro estava em US$ 1,3312, de US$ 1,3321 no fim da tarde de segunda-feira e de uma máxima ontem de US$ 1,3403 O dólar avançava para 83,44 ienes, de 82,62 ienes na segunda-feira

Juros
Na véspera do anúncio da nova Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom), o mercado manteve as apostas de que a taxa permanecerá em 10,75% e os juros dos DIs de curto prazo encerraram a negociação normal rondando a estabilidade Ao término da negociação normal, entre os contratos curtos, o DI de janeiro de 2011 cedeu para 10,69%, de 10,70% no ajuste de ontem; o de abril 2011 foi a 11,12%, de 11,11%; o de julho 2011 ficou estável em 11,60%
(Agência Estado)

mockup