Fraco
Sem uma agenda externa que pudesse ditar o rumo dos negócios, a Bovespa andou de lado na maior parte do pregão, à espera de novas notícias internacionais e de dados econômicos internos que serão anunciados nesta semana Com isso, o giro financeiro foi bastante fraco, ainda influenciado pelas incertezas sobre a dívida soberana de países da periferia europeia e pela fraca recuperação da economia dos Estados Unidos Na ausência de um norte, os papéis com desempenho defasado, como os das siderúrgicas, figuraram na dianteira Petrobras e Vale também tiveram valorização

Ibovespa
No fechamento, o Ibovespa registrou queda de 0,31%, aos 69 551,81 pontos, praticamente devolvendo os ganhos da última sexta-feira (+0,34%) Na mínima, o índice à vista foi aos 69 378 pontos (-0,56%) e na máxima teve avanço de 0,24%, aos 69 932 pontos O volume financeiro de negócios ficou em apenas R$ 4,64 bilhões

Investidores
Para o estrategista chefe da SLW, Pedro Galdi, os investidores seguem pautados pelas incertezas sobre a crise das dívidas na Europa e os riscos de contágio para além dos países da periferia da zona do euro, bem como pelos sinais divergentes sobre a recuperação da economia dos EUA, principalmente após um payroll de novembro desanimador

Ganhos
Assim, os papéis que mais sofreram nos últimos meses exibiram ganhos ontem, com a predominância das siderúrgicas no ranking de maiores altas do Ibovespa Com o terceiro maior ganho do dia, Usiminas ON subiu 4,26%, seguida por Usiminas PNA (+3,57%) CSN ON subiu 2,24% e Gerdau PN 1,09%

PortX
Como na última sexta-feira, o topo da lista foi ocupado pela PortX A companhia portuária do empresário Eike Batista subiu 6,41%, ainda reagindo à complicada reestruturação societária envolvendo a empresa Na sequência, apareceu LLX ON, que devolvia parte das perdas registradas ao final da semana passada, com +4,58%

Blue chips
As perdas do Ibovespa foram novamente limitadas pelas blue chips, favorecidas pelas altas nos preços das commodities As ações da Petrobras recuperaram um pouco das perdas de quase 30% acumuladas neste ano, com o papel PN em alta de 0,62%, enquanto Petrobras ON subiu 0,49% As ações PNA da Vale subiram 0,56% e os papéis ON tiveram avanço de 0,44%

Ranking
O ranking de maiores baixas teve na dianteira a ação ON da Brasil Ecodiesel (-5,22%), seguida por Marfrig ON (-4,92%) e por B2W Varejo ON (-3,83%) Até às 18h28, as bolsas norte-americanas operavam praticamente estáveis O índice S&P 500 subia 0,02%, enquanto o Dow Jones avançava 0,01%

Câmbio
O dólar à vista renovou as mínimas várias vezes na sessão vespertina e furou o patamar de R$ 1,680, ao atingir o piso intraday de R$ 1,6790 (-0,36%), que correspondeu ao valor de fechamento no balcão e na BM&F Esta foi a sexta baixa consecutiva e a taxa final é a menor desde 4 de novembro, quando a moeda à vista terminou a R$ 1,6760

Oscilação
Até o início da tarde, o dólar no mercado local havia oscilado entre a estabilidade, cotado a R$ 1,685, e a máxima intraday, de R$ 1,693 (+0,47%), refletindo a valorização da divisa norte-americana no exterior Às 16h49, o euro recuava a US$ 1,3316, de US$ 1,3414 na tarde de sexta-feira e de uma mínima intraday de US$ 1,3246

Mercado futuro
No mercado futuro, o dólar janeiro de 2011 aprofundou as perdas à tarde, após cair mais cedo até R$ 1,6965 (-0,15%) Às 16h42, esse vencimento de dólar cedia 0,59%, para R$ 1,6890, com um giro financeiro de US$ 11,65 bilhões No leilão de ontem, o Banco Central fixou a taxa de corte em R$ 1,6820

Juros
Ao término da negociação normal, entre os contratos curtos, o DI de janeiro de 2011 ficou estável em 10,69%, com 1 029 475 contratos; o de abril 2011 subia para 11,11%, de 11,07% no ajuste de sexta-feira, com 161 645 contratos; o de julho 2011 avançava para 11,60%, ante 11,57%, com 123 525 contratos
(Agência Estado)

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