MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
A Bovespa oscilou ontem, reagindo ao forte noticiário do dia - medidas de enxugamento de liquidez aqui no Brasil e dados fracos de emprego nos EUA O índice à vista acabou fechando próximo da estabilidade, em leve alta, de 0,34%, aos 69 766,09 pontos, após oscilar entre uma baixa de 0,84% e valorização de 0,63% O giro financeiro atingiu R$ 5,9 bilhões Na semana, a Bolsa carrega alta de 2,25%
Líderes
Não fossem os papéis das empresas líderes, Vale e Petrobras, a Bolsa brasileira teria enveredado pelo caminho de baixa, a exemplo do mercado norte-americano Vale PNA subiu 0,91% e a ON, 1,25%, em parte pela expectativa de aumento do preço do minério de ferro e também pela informação de que o Planalto deve dar uma trégua até março na guerra que trava com o presidente da companhia, Roger Agnelli Petrobras registrou no encerramento do pregão ganho mais vistoso A PN avançou 1,18% e a ON,1,58%
Bancos
Mas o foco principal das atenções ontem na Bovespa foram as ações do setor bancário e do varejo, que amargaram quedas acentuadas, reagindo à decisão do governo de reduzir a oferta de crédito e de exigir mais garantias das instituições financeiras ao fazer empréstimos As units do Santander caíram 3,30%, segundo pior desempenho do Ibovespa
BC
O BC e o Conselho Monetário Nacional anunciaram ontem logo cedo que o adicional de compulsório sobre depósitos à vista e a prazo será elevado de 8% para 12% e o compulsório sobre depósitos a prazo aumentará de 15% para 20% Com essa elevação dos compulsórios, o BC vai retirar R$ 61 bilhões da economia a partir do dia 13
Construtoras
As construtoras também se ressentiram dessas medidas Com menos oferta de dinheiro na praça, as empresas podem ter dificuldade em levantar recursos nos bancos para erguer os empreendimentos Gafisa ON teve baixa de 2,20%; PDG ON cedeu 1,58%; Cyrela ON -1,08% e Rossi ON, 1%
Varejo
No varejo, o impacto das medidas também deve ser pequeno, avaliam especialistas, até porque os prazos de financiamento são mais curtos O destaque negativo do Ibovespa foi Lojas Americanas PN, com -2,33% Além da surpresa com as medidas de restrição ao crédito, que devem evitar uma elevação de taxa de juro no curto prazo, os dados de emprego divulgados nos EUA jogaram uma ducha de água nas expectativas positivas que vinham se formando em relação ao ritmo de recuperação da economia norte-americana
Câmbio
No fechamento de ontem, o dólar no balcão caiu 1%, para R$ 1,6850 - menor valor desde 5 de novembro (a R$ 1,6790) Na BM&F, o pronto recuou 0,96%, para R$ 1,6851 Na semana, a queda acumulada no balcão é de 2,54%; em dezembro, de 1,75% e, no ano, de 3,33% No mercado futuro às 16h42 de ontem, o dólar janeiro de 2011 projetava baixa de 0,64%, a R$ 1,6970 No leilão vespertino, o Banco Central comprou dólares com taxa de corte de R$ 1,6850
Euro
Em Nova York às 16h47 de ontem, o euro subia a US$ 1,3372, de US$ 1,3225 na quinta-feira, após ter tocado máxima intraday de US$ 1,3403 O dólar caía para 82,82 ienes, de 83,86 ienes anteontem, e tinha queda para 0,9773 franco suíço, de 0,9929 franco suíço ontem A libra avançava para US$ 1,5745, de US$ 1,5597 ontem
Juros
Ao término da negociação normal, entre os contratos curtos, o DI de janeiro de 2011 caía para 10,68%, de 10,84%, no ajuste de ontem, com 2 133 980 contratos; o de abril 2011 cedia para 11,07%, de 11,36%, com 437 075 contratos; o de julho 2011 recuava para 11,57%, de 11,82%, com 290 830 contratos; o DI janeiro 2012 cedia a 12,05%, de 12,24%, com 762 635 contratos As taxas ainda permanecem elevadas porque, se descartou uma alta da Selic em dezembro, parte do mercado ainda mantém apostas de ajuste para cima na reunião de janeiro de 2011, já no governo de Dilma Rousseff





