Clima
O clima no mercado internacional continuou bom ontem, o que impulsionou a Bovespa principalmente pela manhã, quando atingiu a máxima de 0,86%, porém sem fôlego para reaver os 70 mil pontos Mas durante a tarde, a Bolsa brasileira se descolou um pouco do exterior e fechou com alta modesta, de 0,26%, aos 69 527,07 pontos, com giro negociado de R$ 5,75 bilhões

Indicadores
A despeito dos bons indicadores econômicos que continuaram saindo ontem nos Estados Unidos, a alta da Bolsa foi limitada, segundo operadores pela expectativa com o relatório de emprego de novembro que será divulgado hoje cedo nos EUA Para o chamado payroll, as previsões apontam para a criação de 144 mil vagas

Elevação
Analistas também mencionaram o receio de uma elevação da taxa básica de juros já na reunião do Copom da próxima semana como fator adicional para esse desempenho contido da Bovespa No mercado de juros, os contratos mais curtos embutem a possibilidade de uma alta da Selic já na reunião de dezembro, a última sob comando de Henrique Meirelles

Norte-americanas
As bolsas norte-americanas mostraram um vigor maior do que o da Bovespa, reagindo à melhora dos dados sobre a economia, como o crescimento inesperado das vendas pendentes de imóveis em outubro, redução da média móvel dos pedidos semanais de auxílio desemprego e o crescimento acima do esperado das vendas das varejistas O índice Dow Jones subia 0,87% às 18h19, o S&P 500 avançava 1,15% e o Nasdaq, 1,06% As ações dos bancos estavam entre as maiores altas, refletindo melhora na recomendação do JPMorgan, do Citigroup e Bank of America pelo Goldman Sachs

Liquidez
Na Europa, algumas bolsas fecharam com valorização superior a 2%, caso de Paris e Londres, repercutindo a decisão do Banco Central Europeu (BCE) de manter por mais tempo a oferta extra de liquidez aos bancos que deveria ser encerrada no começo de 2011 Embora o BCE não tenha anunciado o tamanho das compras de bônus de governos da região, como o mercado imaginava, a decisão trouxe alívio O bom humor também se deve ao bem sucedido leilão de bônus realizado pela Espanha ontem, em que conseguiu vender quase 2,5 bilhões de euros, apesar de ter pago um yield bem maior do que no leilão anterior

Blue chips
Na Bovespa, as blue chips andaram mais que Ibovespa Vale PNA subiu 0,55% e a ON,1,08% Petrobras PN avançou também 0,55% e a ON teve variação positiva de 0,18%

Câmbio
O dólar à vista fechou em queda, pelo quarto dia consecutivo, cotado a R$ 1,7020 (-0,35%) no balcão e a R$ 1,7015 (-0,26%) na BM&F Nesse período, a moeda acumula perda de 1,56% no balcão; em dezembro tem baixa de 0,76% e, no ano, de 2,35%

Euro
Na mínima pela manhã, o euro chegou a ceder até US$ 1,3058 No entanto, às 16h47, a moeda comum europeia subia a US$ 1,3200, de US$ 1,3141 no fim da tarde de anteontem em Nova York O dólar caía para 83,76 ienes, de 84,19 ienes anteontem

Mercado futuro
No mercado futuro, às 16h52, o dólar janeiro de 2011 recuava 0,17%, para R$ 1,7140, com um volume financeiro de US$ 10,835 bilhões No total movimentado com quatro vencimentos de dólar - todos em baixa - o giro somou US$ 11,029 bilhões

Juros
Ao término da negociação normal, entre os contratos curtos, o DI de janeiro de 2011 subia para 10,839%, de 10,77% no ajuste de anteontem, com 893 215 contratos; o de abril 2011 avançava para 11,36%, de 11,21%, com 236 815 contratos; o de julho 2011 evoluía para 11,82%, de 11,67%, com 186 180 contratos; o DI janeiro 2012 marcava 12,24%, de 12,13%, com 356 515 contratos Na divisão de longos e curtos, o DI janeiro 2013 subia a 12,36%, de 12,29%, com 156 405 contratos
(Agência Estado)

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