MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
A recomposição de preços ensaiada durante a tarde pela Bovespa no último
pregão de novembro foi sufocada pelas incertezas externas Assim, após subir até 0,84%, retomando os 68 mil pontos, a Bolsa brasileira foi abatida no call de fechamento por ordens de vendas de investidores estrangeiros, segundos fontes
Ibovespa
O Ibovespa encerrou ontem em baixa de 0,30%, aos 67 705,40 pontos, deixando em segundo plano o esforço dos gestores para melhorar um pouquinho a performance em novembro no tradicional ajuste de carteiras de final de mês Novembro termina com uma perda acumulada de 4,20% No ano, a Bolsa brasileira registra variação negativa de 1,29%
Mercado internacional
A tentativa de recuperação da Bovespa não encontrou ressonância no mercado internacional, embora ontem as perdas fossem menores As bolsas europeias e norte-americanas seguiram em baixa, tolhidas pelas dúvidas em relação à solvência fiscal não apenas de Portugal e Espanha, mas agora também da
Itália, que junto com Irlanda e Grécia, que já receberam socorro financeiro, integram a sigla batizada como PIIGS Ontem, também surgiram comentários de que a França teria seu rating AAA cortado, mas o governo francês negou que o rating esteja sob ameaça As perdas na Europa, inferiores a 1%, foram
puxadas pelo setor bancário
Coreia
Na Coreia do Sul, compras institucionais garantiram a alta de 0,5% no índice Kospi da Bolsa de Seul, que fechou aos 1 904,63 pontos As ações das empresas afiliadas ao Grupo Hyundai se recuperaram das fortes quedas de segunda-feira, quando foram derrubadas pela notícia de que os credores da Hyundai Engineering & Construction assinaram memorando para vender 35% das ações da empresa ao conglomerado Hyundai Engineering subiu 3,8%
Dow Jones
Nos EUA, após perder os 11 mil pontos ao operar nas mínimas do dia, o índice Dow Jones conseguiu reaver a marca e em alguns momentos da tarde transitou pelo lado positivo, mas não aguentou a pressão vendedora O Dow recuava 0,08% às 18h O S&P 500 marcava baixa de 0,27%
Câmbio
No fechamento, o dólar à vista recuou 0,46%, para R$ 1,7150 no balcão, e caiu 0,62%, cotado a R$ 1,7130 na BM&F Em dois dias, a moeda à vista no balcão apurou baixa de 0,81%; em novembro acumula alta de 0,76%; e em 2010, cai 1,61%
Mercado futuro
No mercado futuro, com a rolagem de contratos, a maior liquidez migrou para o vencimento de dólar de janeiro de 2011, que girou sozinho US$ 16,063 bilhões, de um total transacionado de US$ 17,474 bilhões com cinco vencimentos, todos em baixa O dólar janeiro de 2011 projetava às 16h34 de ontem declínio de 0,26%, para R$ 1,7275 Já o dólar dezembro de 2010, que vence amanhã e será liquidado com base na Ptax de venda de hoje, projetava no mesmo horário taxa de R$ 1,7170, (-0,0,15%)
Euro
Em Nova York às 16h37 de ontem, o euro cedia para US$ 1,3033, acima da mínima intraday de US$ 1,2969 e abaixo do fim do dia ontem a US$ 1,3120 O dólar caía para 83,67 ienes, de 84,25 ienes ontem
DIs
Ao término da negociação normal, entre os contratos curtos, o DI de abril 2011 cedia a 11,13%, de 11,16% no ajuste de ontem, com 102 940 contratos; o de julho 2011 caía a 11,57%, de 11,60%, com 95 630 contratos Nos segmentos intermediário e longo, o DI janeiro 2012 recuava para 11,99%, de 12,05%, com 214 265 contratos; o DI janeiro 2013 cedia para 12,27%, de 12,34%, com 185 85 contratos; o DI de janeiro 2014 caía para 12,20%, de 12,30%, com 36 425 contratos; o DI de janeiro 2017 recuava para 12,10%, de 12,20%, com 25 125 contratos; e o DI janeiro 2021 caía para 12,17%, de 12,25%, com 5 410 contratos
(Agência Estado)





