MERCADO FINANCEIRO
Petrobras cai Dólar sobe
Queda acumulada
Em uma semana de agenda econômica cheia e de grandes tensões envolvendo países da periferia europeia, assim como a Ásia, a Bovespa encerrou a sexta-feira em baixa de 1,64%, aos 68 226,10 pontos, colado à mínima do pregão (-1,65%) Na semana, a queda acumulada foi de 3,76%, voltando a registrar perdas no ano, de 0,53% O tom dos negócios ontem continuou sendo ditado pelo medo do contágio da crise de dívida soberana que começou na Grécia e chegou à Irlanda, com o mercado temendo a situação de Portugal e Espanha Não obstante, cresce o sentimento de que a China fará em breve um aperto monetário para conter a inflação no país, o que mexe diretamente com a perspectiva de demanda por commodities, afetando a cotação das matérias-primas A cereja do bolo esta semana, que ampliou a aversão ao risco, veio do enfrentamento entre as Coreias do Sul e do Norte
Volume fraco
No mês de novembro, a Bolsa acumula perdas de 3,46% O volume financeiro ontem continuou fraco, em R$ 4,43 bilhões, devido ao pregão mais curto das bolsas dos Estados Unidos O movimento de vendas no mercado doméstico foi acentuado pela queda na cotação das commodities A certeza em relação a um aperto monetário na China é cada vez maior e as empresas exportadoras de matérias-primas do Ibovespa foram penalizadas Por isso, a China deve concentrar parte das atenções do mercado na próxima semana
Petrobras
A queda das commodities acentuou as perdas da Bolsa brasileira As produtoras de metais e de petróleo figuram entre os destaques de maiores baixas Petrobras PN caiu 1,01%, Petrobras ON recuou 0,98% e OGX ON teve baixa de 2,11% Vale ON e Vale PNA caíram 1,51% e 1,48%, respectivamente
Dow Jones
Nos Estados Unidos, as bolsas encerraram a sessão às 16h O índice Dow Jones fechou em queda de 95,28 pontos (0,85%), em 11 092,00 pontos O Nasdaq fechou em queda de 8,56 pontos (0,34%), em 2 534,56 pontos O S&P-500 fechou em queda de 8,95 pontos (0,75%), em 1 189,40 pontos
Câmbio
No fechamento, o dólar à vista subiu 0,46%, a R$ 1,7290 no balcão, e 0,37%, para R$ 1,7270 na BM&F No mês, a moeda no balcão acumula ganho de 1,59% e, no ano, queda de 0,80% O giro financeiro total registrado até 16h41 somava cerca de US$ 4,561 bilhões, dos quais US$ 3,951 bilhões em D+2 No leilão de compra de dólar, o Banco Central fixou a taxa de corte em R$ 1,7272
Mercado futuro
No mercado futuro, os investidores iniciaram as rolagens de contratos de dólar, mas o maior movimento é esperado para segunda-feira e terça-feira, disse um operador de uma corretora O dezembro de 2010 projetava às 16h44 alta de 0,52%, cotado a R$ 1,7320, com um volume de negócios de US$ 13,08 bilhões No total transacionado com três vencimentos - todos em alta - foram movimentados até esse horário US$ 13,24 bilhões Em Nova York às 16h48, o euro caía a US$ 1,3238, de US$ 1,3369 no fim da tarde de anteontem
Juros
O DI de abril de 2011 ampliava a alta para 11,18%, de 11,15% no horário do almoço e 11,02% no ajuste de anteontem, com 196 680 contratos, e o DI julho de 2011 avançava a 11,61%, ante 11,45% anteontem (263 435 contratos) O DI janeiro 2012 subia a 11,99%, de 11,89% anteontem, com 337 110 contratos Já nos contratos longos, o DI janeiro 2013 (234 405 contratos) projetava 12,22%, abrindo quatro pontos em relação ao horário de almoço e retornando a um nível acima do ajuste (12,21%); o DI janeiro 2014 situava-se em 12,12%, nivelado ao ajuste de anteontem (16 120 contratos); o DI janeiro 2017 marcava 12,00%, de 12,01% (34 980 contratos); e o DI janeiro 2021 caía a 12,02%, de 12,06% (12 230 contratos)
(Agência Estado)





