MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
A Bovespa foi mais uma vez o espelho do mercado norte-americano, registrando pequenas oscilações ontem Após atravessar a manhã no vermelho, tendo marcado na mínima queda de 0,77%, o Ibovespa inverteu a direção no início da tarde sem muita convicção No finalzinho do pregão, a Bovespa buscou alta de 0,16%, na máxima do dia, aos 70 897,90 pontos, escoltado por um volume financeiro ralo, como tem sido praxe nos últimos dias, de R$ 5,04 bilhões Na semana, entre idas e vindas, a Bolsa andou apenas 0,75%, e no mês tem valorização de 0,32%
Incertezas
Diante do quadro de incertezas externas envolvendo especialmente a situação fiscal de países da Europa e eventual elevação de juros na China, os investidores em ações não querem ficar nem muito comprados, nem muito vendidos, evitando uma exposição maior ao risco
Irlanda
Em relação à Irlanda, prossegue a expectativa de uma solução rápida para o país Está em curso um plano de resgate financeiro do FMI e do Banco Central Europeu de até 100 bilhões de euros, mas o governo irlandês ainda se mostra reticente
China
No caso da China, a informação da véspera de que o governo poderia adotar medidas administrativas para conter a inflação, que está em 4,4% ao ano, se confirmou ontem O banco central chinês anunciou que vai elevar a taxa do compulsório dos bancos em 0,50 ponto porcentual a partir de 29 de novembro Essa é a quinta alta do compulsório no ano e tem como objetivo, segundo a autoridade monetária, fortalecer a administração da liquidez e controlar o crédito
BC chinês
Essa decisão do BC chinês deixou o mercado, principalmente o de commodities, nervoso ontem ante a percepção de novas medidas para segurar a inflação no país que mais consome metais no mundo O efeito, portanto, foi negativo nos preços das matérias-primas, empurrando para baixo as cotações das exportadoras brasileiras de commodities
Vale
Aqui, as ações da Vale, mais sensíveis ao desempenho dos metais, fecharam sem força A PNA, que inverteu a direção para o lado positivo no início da tarde, conseguiu fechar no azul, com alta de 0,22% e a ON avançou 0,38%
Petrobras
As ações de Petrobras mantiveram até o fim o sinal de baixa, influenciadas pelo recuo nos preços do petróleo A PN caiu 0,77% e a ON, 0,28%
Câmbio
Após acumular queda de 1,55% nas últimas duas sessões, o dólar no balcão avançou 0,29%, para R$ 1,7180; e na BM&F, +0,20%, a R$ 1,7190 No mês, a divisa acumula ante o real ganho de 0,94% e, no ano, perda de 1,43% O giro financeiro total somou cerca de US$ 2,778 bilhões (US$ 2,485 bilhões em D+2)
Mercado futuro
No mercado futuro às 16h48 de ontem, o dólar dezembro de 2010 subia 0,32%, para R$ 1,7215, com um volume movimentado de US$ 11 bilhões, de um total de US$ 11,25 bilhões transacionado com três vencimentos, todos em alta No único leilão de compra de moeda à vista realizado à tarde, o Banco Central fixou a taxa de corte em R$ 1,7205 - perto da máxima intraday
Euro
Às 16h49 de ontem, o euro subia para US$ 1,3656, de US$ 1,3631 no fim da tarde, e o dólar tinha leve alta para 83,53 ienes, de 83,51 ienes anteontem
Juros
Ao término da negociação normal, o DI janeiro 2012 ficou em 11,66%, de 11,64% no ajuste de anteontem, com 473 115 contratos; o DI janeiro 2013 foi a 12,16%, de 12,15%, com 264 840 contratos; o DI de janeiro 2014 ficou em 12,14%, de 12,13%, com 33 955 contratos Nos DI mais longos, as taxas recuaram levemente: o DI janeiro 2017 marcou 12,05%, de 12,07% anteontem, com 34 685 contratos; e o DI janeiro 2021 fechou a 12,06%, ante 12,10%, com 12 960 contratos





