Risco
As mesmas preocupações da última sexta-feira voltaram a comprimir os negócios nesta volta do final de semana prolongado no Brasil O medo de que a China aumente os juros para por panos frios na inflação desencadeou uma nova onda de aversão ao risco, com a consequente venda de commodities e de ações ao redor do mundo O pessimismo ontem se agravou também devido às renovadas preocupações com a dívida soberana de alguns países da Europa, em particular Irlanda e Itália, que estão sendo pressionados a aceitar um pacote de resgate a fim de evitar que a crise contagie outras economias da região

Bovespa
Tendo como protagonistas novamente as empresas exportadoras de matérias-primas, a Bovespa fechou em queda de 1,67%, aos 69 192,41 pontos, depois de ter descido ao nível dos 68 mil pontos nas mínimas do dia (queda de até 2,42%) O volume negociado cresceu para R$ 9,8 bilhões, inflado pelo vencimento mensal de opções sobre ações, que movimentou R$ 2,854 bilhões

Blue Chips
Com o fim do exercício de opções, os investidores ampliaram as vendas das blue chips Vale e Petrobras, tendo como referência a forte liquidação das commodities metálicas O contrato de cobre para dezembro em Nova York caiu 5,03% e o ouro 2,20% O petróleo na Nymex cedeu 2,97%, cotado a US$ 82,34 Mas no fechamentos os papéis líderes conseguiram diminuir as perdas, o que permitiu ao Ibovespa salvar a marca dos 69 mil pontos

Petrobras
Ainda assim, o dia foi bem negativo para Petrobras PN afundou 1,74% e a ON, -1,96% Vale seguiu pelo mesmo caminho A PNA recuou 1,75% e a ON, -2,02% O setor de siderurgia também sentiu o baque Gerdau PN tombou 4,47%; Usiminas PNA -3,52% e CSN ON, -2,56%

Dow Jones
A queda no mercado doméstico foi um pouco mais intensa do que a verificada em Nova York, onde o índice Dow Jones cedia 1,77% e o S&P recuava 1,86% às 18h30 Na Europa, a perda em Londres e em Paris superou 2% diante dos receios sobre a economia chinesa e das incertezas sobre se a Irlanda aceitará ou não um pacote de resgate internacional Mas o primeiro-ministro da Irlanda, Brian Cowen, reiterou ontem que o país não pediu ajuda financeira, porém reconheceu que está sob pressão na Europa e afirmou que ''algumas pessoas'' gostariam que o país pedisse ajuda financeira no exterior

Xangai
A bolsa de Xangai desabou quase 4%, depois de ter despencado 5,2% sexta-feira, repercutindo também a decisão do banco central da Coreia do Sul de elevar os juros em 0,25 ponto porcentual, para 2,5% ao ano, o que reforçou ainda mais o temor de aperto monetário na China

Câmbio
O dólar à vista subiu pela sétima sessão consecutiva no mercado local e atingiu o maior valor desde 1º de setembro passado, ao fechar hoje a R$ 1,740, com ganho de 0,99% no balcão Nesse período, a divisa acumula ganhos de 3,82% Na BM&F, o pronto subiu 0,97%, para R$ 1,7397

Mercado futuro
No mercado futuro às 16h41, o dólar dezembro de 2010 subia 0,98%, a R$ 1,7450, com um volume financeiro movimentado de US$ 15,475 bilhões Ao todo, foram negociados até esse horário um giro de US$ 15,779 bilhões, com cinco vencimentos de dólar, todos em alta No único leilão de compra realizado pouco antes do fim dos negócios no balcão, o Banco Central adquiriu moeda à vista com taxa de corte de R$ 1,740

Juros
Nos principais contratos, as taxas fecharam na máxima do dia ou perto dela O DI janeiro 2013 evoluiu para 12,11%, de 11,92% no ajuste de sexta-feira, com 249 050 contratos; o DI de janeiro 2014 foi a 12,13%, de 11,86% na sexta-feira, com 29 615 contratos; o DI janeiro 2017 avançou para 12,04%, de 11,77%, com 17 090 contratos; e o DI janeiro 2021 subiu a 12,07%, de 11,81%, com 610 contratos
(Agência Estado)

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