MERCADO FINANCEIRO
Bolsas
O medo de uma elevação de juros em breve na China para conter as pressões inflacionárias abateu os preços das commodities em geral, inclusive as agrícolas, debilitando as bolsas ao redor do mundo A maior vítima da sexta-feira foi a Bolsa de Xangai, que desabou 5,2%, a maior perda em 14 meses, espalhando aversão ao risco mundo afora
Bovespa
Replicando o movimento das bolsas norte-americanas, a Bovespa caiu 1,16%, aos 70 367,15 pontos, fragilizada principalmente pelas ações das produtoras de matérias-primas como Vale e Petrobras A Bolsa brasileira contabiliza na semana perda de 3,08%, o que a deixou com rentabilidade negativa pela primeira vez neste mês de novembro (-0,43%), mas no ano carrega ganho de 2,59% O dia só não foi pior aqui porque o volume negociado ontem, de R$ 6,144 bilhões, ficou mais ou menos em linha com a média diária dos últimos quatro pregões (R$ 6,5 bilhões)
Vale
As ações da Vale sofreram esse impacto negativo A PNA caiu 1,76% e a ON,1,86% Entre as siderúrgicas, a mais penalizada foi Usiminas PNA, que cedeu 1,69% CSN ON se desvalorizou 1,03% e Gerdau PN, -1,06%
Petrobras
Mesmo já tendo antecipado um balanço fraco da Petrobras nos últimos dias, os investidores continuaram vendendo ações da estatal ontem, após a empresa ter informando anteontem à noite lucro de R$ 8,566 bilhões no terceiro trimestre, abaixo da média das projeções colhidas pela AE, que apontavam para R$ 90,2 bilhões O Ebtida também decepcionou, ao registrar R$ 14,736 bilhões, quando o esperado por analistas era R$ 16,08 bilhões A decepção maior, no entanto, foi com o resultado operacional, prejudicado pelo valor menor do barril no período e aumento dos custos de produção e refino Petrobras PN caiu 3,26%, acompanhada de giro alto, de R$ 1,085 bilhão (17,67% do total da Bolsa) A ON se desvalorizou 3,32%
Petróleo
A depreciação do petróleo no exterior, cujo preço veio abaixo de US$ 85 por barril em Nova York, queda de 3,34% (US$ 84,88), também não ajudou em nada as ações de Petrobras Além da China, pesou sobre a commodity relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) informando que enxerga riscos de uma bolha nos preços do petróleo A entidade acredita que o crescimento econômico mundial será mais fraco em 2011, o que não dá suporte para a manutenção das cotações elevadas
Câmbio
O dólar subiu pela sexta sessão consecutiva, período em que acumulou valorização de 2,80% Ontem, o dólar à vista chegou a cair pela manhã até R$ 1,713 (-0,23%), depois inverteu o sinal e atingiu máxima de R$ 1,7240 (+0,41%) à tarde No fechamento, a divisa no balcão foi cotada a R$ 1,7230, em alta de 0,35% e no maior preço desde 20 de setembro (a (R$ 1,729) No mês, a moeda dos EUA apura valorização de 1,23% e, no ano, queda de 1,15% Na BM&F, o pronto terminou com ganho de 0,41%, também a R$ 1,7230 Até 16h38, o giro financeiro total à vista somava US$ 3,221 bilhões (US$ 2,511 bilhões em D+2)
Juros
Nos prazos intermediários, o DI de julho de 2011 recuou para 11,02%, de 11,05% no ajuste de anteontem, com 124 260 contratos O DI de janeiro 2012 cedeu a 11,52%, de 11,57%, com 181 610 contratos E o DI janeiro 2013 caiu a 11,92%, de 11,96%, com 121 460 contratos No curto prazo, o DI de abril 2011 ficou estável em 10,76%, com 57 720 contratos Nos prazos mais longos, o DI de janeiro 2014 cedeu a 11,86%, de 11,89% ontem, com 17 160 contratos; o DI janeiro 2017 caiu para 11,77%, de 11,79%, com 10 840 contratos; e o DI janeiro 2021 recuou a 11,81%, de 11,84%, com 570 contratos
(Agência Estado)





